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Surat An-Nissá(1). Ó homens! Temei a vosso Senhor, Que vos criou de uma só pessoa e desta criou sua mulher(2) e de ambos espalhou pela terra numerosos homens e mulheres. E temei a Allah, em nome de Quem vos solicitais mutuamente, e respeitai os laços consanguíneos. Por certo, Allah, de vós, é Observante.
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(1) An-Nissã: é a forma plural de imraah, que significa mulher, e, assim, se denomina esta sura pela menção reiterativa dessa palavra, desde os primeiros versículos. É o mais extenso do Alcorão, na análise de assuntos atinentes às mulheres, da infância, no casamento à maternidade, e as eleva a um nível, até então desconhecido. Além disso, a sura trata da estabilidade social dentro da comunidade islâmica, onde são tratadas questões de família, cuidados com os órfãos, preservação dos bens e da herança, boa existência familiar e social; e da estabilidade social fora da nação islâmica, quando orienta os moslimes sobre a Guerra Santa, os cuidados em combate, o cumprimento da oração em tempos de guerra, etc. Esta sura analisa, outrossim, assuntos relativos aos judeus, de maneira geral, e a Jesus.(2) Desconhecem-se, no Alcorão, as particularidades de como haja sido esse cônjuge. Alguns exegetas consideram que essa mulher de Adão foi criada da costela dele, tal como se pode encontrar no Gênesis II 18-25.
E concedei aos órfãos suas riquezas e não troqueis o maligno pelo benigno, e não devoreis suas riquezas, junto com vossas riquezas(1). Por certo, isso é grande crueldade.
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(1) O Islão enfatiza a importância dos cuidados dirigidos à criança órfã, cujos bens devem ser preservados, convenientemente.
E se temeis não ser eqüitativos para com os órfãos (1), esposai as que vos aprazam das mulheres sejam duas, três ou quatro (2). E se temeis não serdes justos, esposai uma só, ou contentai-vos com as escravas (3) que possuís. Isso é mais adequado para que não cometais injustiça.
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(1) Tanto este versículo quanto o 127, desta mesma sura, se referem ao receio de os tutores se casarem com meninas órfãs, e a recomendação contida aqui é feita para sanar um mal, bastante disseminado na Península Arábica, em épocas pré- islâmicas, e que consistia no hábito de eles se casarem com órfâs, ou faziam-nas casar com seus filhos, a fim de assumirem seus dotes materiais e gozarem de seus dotes físicos. E, por não haver ninguém que intercedesse por elas, a injustiça perpetrada por eles continuou impune, até o advento do islão. Outra interpretação, ligada a este versículo, é de que haja sido dirigido àqueles homens que, receando cometer injustiça com os órfãos, preferiram evitar a tutoria, mas se esquecendo de outra injustiça cometida: aquela contra suas próprias mulheres que, até o islão, chegavam a um número incontável, e eram tratadas com severidade e desigualdade. O Islão não apenas lhes lembra isso, mas os aconselha a reduzir o número de mulheres no matrimônio, para que elas possam ter garantidos todos seus direitos. (2) Sabe-se que o povo árabe adotou, durante vários séculos, a poligamia. No passado, foram inúmeros os povos que a adotaram. Desde o Patriarca Abraão até a vinda de Cristo, o Velho Testamento, por exemplo, apresenta inúmeras passagens da existência de vida conjugal poligâmica. Fundamentalmente, a poligamia resultou de dois fatores inexoráveis e incontornáveis do passado: 1.°) a mortalidade maior do sexo masculino, pelas guerras; 2.°) o repúdio dos orientais à instituição chamada prostituição. O Islão foi a primeira religião que limitou o número de esposas, no contexto poligâmico, impondo três condições ao homem: 1.°) não ultrapassar o número de quatro esposas; 2.°) não ser injusto com nenhuma delas ; e 3.°) ser apto a sustentá-las equitativamente. Ao admitir esta modalidade poligâmica, o islão apenas corrigiu uma situação anárquica, que reinava no mundo todo. Impôs a justiça no matrimônio, a fim de garantir os direitos da mulher, algo absolutamente desconhecido na antiga prática de contrair casamento até com mais de vinte mulheres, ao mesmo tempo. (3) Se o homem não se encontrar em condições de sustentar a mulher livre, pode casar-se com uma escrava, já que esta exige menos despesas.
E concedei às mulheres no casamento, seus dotes (1), como dádiva. E, se elas vos cedem voluntariamente algo destes, desfrutai-o, com deleite e proveito.
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(1) Saduqãt, plural de saduqãh, que equivale ao mahr ou al faridah: ou seja, a quantia que o homem deve pagar a mulher , no ato de contrato matrimonial, como dádiva. Cf. II 236 n2.
E não concedais aos ineptos (1) vossas riquezas que Deus vos fez por arrimo, e dai-lhes sustento (2) delas, e vesti-os, e dizei-lhes palavras bondosas.
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(1) Apesar de o Islão garantir a liberdade individual da gerência dos próprios bens, restringe-a, em determinados casos, quando possa haver perigo de corrupção social, como é o caso dos ineptos, que a promovem, quando esbanjam os próprios bens, e dos deficientes mentais, e, por isto, incapacitados de participar, em termos de igualdade, do exercício de atividades normais. (2) Sustentar e vestir os ineptos com o fruto da manipulação inteligente de suas riquezas e não com os próprios bens, que devem mostrar-se intatos, enquanto aplicados.
E ponde à prova os órfãos, até que atinjam o matrimônio; então se percebeis neles maturidade, entregai-lhes suas riquezas e não as devoreis com dissipação e presteza, antes de eles alcançarem a maioridade. E quem é rico, que se abstenha dessas riquezas. E quem é pobre, que delas desfrute algo convenientemente. E quando lhes entregardes as riquezas, fazei-o perante testemunhas. E basta Deus por Ajustador de contas.
Há para os homens porção do que deixam os pais e os parentes. E há para as mulheres porção do que deixam os pais e os parentes, seja pouco ou muito. É porção preceituada(1).
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(1) Antes do Islão, tanto a mulher quanto a criança não podiam herdar, e este versículo veio, para garantir-lhes o seguinte: a) a mulher, como o homem, tem direito à parte da herança; b) a distribuição dos bens deve ser realizada sempre, não importa o montante (antes do Islão, se se tratasse de pequena monta, era concedida, apenas, ao filho); c) a herança é um dever desde que o morto deixe bens; d) o parente próximo impede o acesso à herança ao parente mais afastado; e) a partilha da herança deve abranger toda a espécie de bens, seja de dinheiro ou não (antes do Islão, só o filho herdava os outros bens, além do dinheiro).
E, se os parentes não herdeiros e os órfãos e os necessitados presenciam a divisão da herança dai-lhes algo dela, e dizei-lhes palavras bondosas.
E que receiem pelos órfãos os que se deixarem atrás de si, descendência indefesa, com ela se preocupam(1). Então que temam a Allah e que digam dito apropriado.
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(1) É advertência aos tutores que, da mesma forma que receariam por seus próprios filhos, se os deixassem indefesos, devem recear pelos tutelados. E, ao pai agonizante, devemos aconselhá-lo e sugerir-lhe o melhor Para os filhos, que deixa, não se prevalecendo jamais da situação para insuflar-lhe idéias que os prejudicassem.
Por certo, os que devoram as riquezas dos órfãos injustamente, apenas devoram fogo, para dentro de seus ventres. E queimar-se-ão em Fogo ardente.
Allah recomenda-vos acerca da herança de vossos filhos: ao homem, cota igual à de duas mulheres(1). Então se forem mulheres, duas ou acima de duas, terão dois terços do que deixar o falecido. E, se for uma, terá a metade. E aos pais, a cada um deles, o sexto do que deixar o falecido, se este tiver filho. E, se não tiver filho, e seus pais o herdarem, à mãe, o terço. E, se tiver irmãos, à mãe, o sexto. Isso, depois de executado o testamento que houver feito, ou de pagas as dívidas(2). Entre vossos pais e vossos filhos, não vos inteirais de quais deles vos são mais próximos em benefício. É preceito de Allah. Por certo, Allah é Onisciente, Sábio.
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(1) O Islão concede ao homem, na herança, o dobro que à mulher, assentado no pressuposto de que àquele cabem responsabilidades maiores; as despesas com a casa, a família, os filhos, alem do mahr que concede às mulheres, ao casar-se. (2) Ou seja, após feitas as doações e pagas as dívidas, haverá, aí, a partilha do restante.
E tereis a metade do que vossas mulheres deixarem, se estas não tiverem filho. E se tiverem filho, a vós o quarto do que deixarem. Isso, depois de executado o testamento que houverem feito, ou de pagas as dívidas. E terão elas o quarto do que deixardes, se não tiverdes filho. E, se tiverdes filho, a elas, o oitavo do que deixardes. Isso, depois de executado o testamento que houverdes feito, ou de pagas as dívidas. E, se houver homem ou mulher com herança e em estado de -kalalah(1) - (a pessoa que não tem nenhum filho ou pais para herdar) e tiver um irmão ou uma irmã, a cada um deles o sexto(2). E, se forem mais que isso, serão sócios no terço, depois de executado o testamento que houver sido feito, ou de pagas as dívidas, sem prejuízo de ninguém. É recomendação de Allah. E Allah é Onisciente, Clemente.
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(1) Estado de kalãlah: estado em que alguém, falecendo, não deixa ascendentes nem descendentes. (2) Trata-se dos irmãos por parte de mãe. Quanto aos outros, seu caso é estudado no final desta sura.
Esses são os limites de Allah. E a quem obedece a Allah e ao Seu Mensageiro, Ele os fará entrar em Jardins, abaixo dos quais correm
os rios; nesses, serão eternos. E esse é o magnífico triunfo.
E a quem desobedece a Allah e ao Seu Mensageiro e transgride Seus limites, Ele o fará entrar em Fogo; nele será eterno. E terá aviltante castigo.
E aquelas de vossas mulheres que cometerem obscenidade(1), então, fazei testemunhar contra elas quatro de vós. E se o testemunharem, retende-as nas casas até que a morte lhes leve a alma(2), ou que Allah lhes trace um caminho.
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(1) Ou seja, cometer adultério. (2) A punição, expressa neste versículo, refere-se à prescrita, somente, na primeira fase do Islão, já que foi ab-rogada, como se verá no início da sura XXIV.
E àqueles dois dentre vós, que a cometerem(1), então, molestai-os. E se ambos se voltarem arrependidos e se emendarem, dai-Ihes de ombros. Por certo, Allah é Remissório, Misericordiador.
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(1) Trata-se, ao que parece, do adultério cometido pelo homem e mulher solteiros, cuja punição foi, igualmente, ab-rogada, como a do versículo anterior.
Impende a Allah a remissão, apenas, para os que fazem o mal por ignorância, em seguida, logo se voltam arrependidos; então, a esses Allah remitirá. E Allah é Onisciente, Sábio.
E a remissão não é para os que fazem más obras até que, no momento em que a morte se apresenta a um deles, diz: "Volto-me arrependido, agora"; nem para os que morrem, enquanto renegadores da Fé. Para esses, preparamos doloroso castigo.
Ó vós que credes! Não vos é lícito herdar às mulheres, contra a vontade delas(1). E não as impeçais de se casarem de novo, a fim de que vos vades com algo que já lhes havíeis concedido, exceto se elas cometem evidente obscenidade. E convivei com elas, convenientemente. E, se as odiais, pacientai: quiçá, odieis algo, em que Allah faz existir um bem abundante.
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(1) Antes do Islão, a viúva podia ser herdada por parentes, de maneira que o herdeiro podia casar-se com ela, sem precisar pagar-lhe al mahr. Podia, ainda, fazê-la casar-se com outrem, recebendo, deste modo, a quantia exigida. Ou podia impedi-la de casar-se com quem ela desejasse, até que ela lhe pagasse o resgate de sua herança.
E, se desejais substituir uma esposa em lugar de outra, e haveis concedido a uma delas um quintal de ouro, nada tomeis deste. Tomá-lo-íeis, em sendo infâmia e evidente pecado?
E como o tomaríeis, enquanto com efeito vos unistes um com o outro, intimamente, e elas firmaram convosco sólida aliança(1) ?
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(1) Ao cognominar o casamento de sólida aliança, o Islão elevou a união a um grau de dignidade, jamais atingido anteriormente, afastando-o da idéia de contrato de venda, aluguel ou escravidão, tão comum nos tempos pré - islâmicos. Note-se que a expressão sólida aliança sugere que o casamento exige de ambos os cônjuges amor, dedicação, carinho, que os unirão solidamente.
E não esposeis as mulheres que vossos pais esposaram, exceto se isso já se consumou. Por certo, isso é obscenidade e abominação. E que vil caminho!
É-vos proibido esposardes vossas mães, e vossas filhas, e vossas irmãs, e vossas tias paternas e vossas tias maternas, e as filhas do irmão e as filhas da irmã, e vossas amas-de-leite, e vossas irmãs-de-leite, e as mães de vossas mulheres, e vossas enteadas, que estão em vossa proteção, filhas de vossas mulheres, com as quais consumais o casamento- e, se não haveis consumado com elas, não há culpa sobre vós - e as mulheres de vossos filhos, procriados por vós; e vos é proibido vos juntardes, em matrimônio, a duas irmãs, exceto se isso já se consumou. Por certo, Allah é Perdoador,
Misericordiador.
E vos é proibido esposardes as mulheres casadas, exceto as escravas que possuís(1). É prescrição de Allah para vós. E vos é lícito, além disso, buscardes mulheres com vossas riquezas, para as esposardes, e não para cometerdes adultério. E àquelas com as quais vos deleitardes, concedei-lhes seu dote como direito preceituado(2). E não há culpa sobre vós, pelo que acordais, mutuamente, depois do preceituado. Por certo, Allah é Onisciente, Sábio.
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(1) Cf. IV 3 n2. (2) Cf. IV 4 n3.
E quem de vós não pode, pelas posses, esposar as crentes livres, que ele tome mulher dentre as jovens crentes que possuís. E Allah é bem Sabedor de vossa fé. Procedeis uns dos outros(1). Então, esposai-as com a permissão de seus amos, e concedei-lhes seu dote convenientemente, sendo elas castas, não adúlteras e não tendo amantes. E, quando casadas, se então, cometem obscenidade, caber-lhes-á a metade do castigo das mulheres livres. Isso, para quem de vós recear o embaraço do adultério(2). E pacientardes vos é melhor. E Allah é Perdoador, Misericordiador.
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(1) Ou seja, todos são iguais, na sociedade islamica, sejam escravos ou senhores. (2) Cf. IV 4 n3.
Allah deseja tornar evidente, para vós, o que não sabeis, e guiar-vos aos procedimentos dos que foram antes de vós, e voltar-se para vós. E Allah é Onisciente, Sábio.
E Allah deseja perdoar-vos; e os(1) que seguem a lascívia desejam que vos desvieis, com formidável desviar.
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(1) Os: idólatras, hipócritas e judeus de Al Madínah, que não se agradaram de algumas proibições relativas ao casamento nem dos preceitos alcorânicos atinentes à herança das mulheres, das viúvas, etc.
Allah deseja aliviar-vos as difículdades. E foi criado frágil o ser humano.
Ó vós que credes! Não devoreis, ilicitamente, vossas riquezas, entre vós, mas é lícito existir comércio de comum acordo entre vós. E não vos mateis(1). Por certo, Allah, para convosco, é Misericordiador.
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(1) E não vos mateis: os que devoram os bens alheios, ilicitamente, não só causam a ruína social, mas sua própria ruína. Há os que interpretam como ordem contra o homicídio e o suicídio.
E a quem o faz, com agressão e injustiça, fá-lo-emos entrar no Fogo. E isso, para Allah é fácil.
Se evitais os grandes pecados, de que sois coibidos, remir-vos-emos as más obras e far-vos-emos entrar em entrada nobre.
E não aneleis aquilo por que Allah preferiu alguns de vós a outros. Há, para os homens, porção do que logram, e há para as mulheres, porção do que logram(1). E pedi a Allah algo de Seu favor. Por certo, Allah, de todas as cousas, é Onisciente.
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(1) Este versículo atenta para a equidade social, pois convida os moslimes a não terem inveja uns dos outros, porque Deus é Quem distribui o sustento, de acordo com Sua sabedoria, que é onisciente. Só Deus sabe o que beneficia o homem e o que o prejudica. Este versículo relembra, também, que as mulheres não devem ter inveja dos homens nem estes, destas e salienta que homens e mulheres são iguais como seres humanos e que as mulheres podem trabalhar para disso auferir ganho.
E para cada um, fizemos herdeiros do que os pais e os parentes deixam. E aqueles com quem firmastes pacto, concedei-Ihes sua porção(1). Por certo, Allah, de todas as cousas, é Testemunha.
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(1) Este versículo vem para anular um costume, muito comum entre os árabes pré-islâmicos, que consistia em constituir qualquer pessoa, fora da família, herdeira dos bens de alguém, após sua morte, seja pela amizade ou pelo companheirismo que os unis. Com este versículo, o Alcorão fez preservar os direitos dos herdeiros legítimos.
Os homens têm autoridade(1) sobre as mulheres, pelo que Allah preferiu alguns a outros e pelo que despendem de suas riquezas. Então, as íntegras são devotas, custódias da honra, na ausência dos maridos, pelo que Allah as custodiou. E àquelas de quem temeis a desobediência, exortai-as, pois, e abandonai-as no leito, e batei-lhes(2). Então, se elas vos obedecem, não busqueis meio de importuná-las. Por certo, Allah é Altíssimo, Grande.
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(1) Entenda-se a primazia do homem, na sociedade mais propiciada pela força física e pelos encargos de que é investido, do que pelo grau de honra. homens e mulheres são iguais como seres humanos e que as mulheres podem trabalhar para disso auferir ganho. (2) Bater suavemente, cuidando de não atingir-lhes a face nem as partes sensíveis.
E se temeis discórdia entre ambos, enviai-lhes um árbitro da família dele e um árbitro da família dela: se ambos desejam reconciliação, Allah estabelecerá a concórdia entre eles. Por certo, Allah é Onisciente, Conhecedor.
E adorai a Allah e nada Lhe associeis. E tende benevolência para com os pais e os parentes e os órfãos e os necessitados e o vizinho aparentado e o vizinho estranho e o companheiro achegado e o filho do caminho e os escravos que possuís(1). Por certo, Allah não ama quem é presunçoso, arrogante.
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(1) Cf. II 177 nl.
Os que são ávaros e ordenam a avareza aos outros, e ocultam o que Allah lhes concedeu de Seu favor. E preparamos, para os renegadores da Fé, aviltante castigo.
E Allah não ama os que despendem suas riquezas, por ostentação para serem vistos pelos outros, e não crêem em Allah nem no Derradeiro Dia. E quem tem Satã por acompanhante, que vil acompanhante tem!
E que lhes impenderia, se cressem em Allah e no Derradeiro Dia e despendessem do que Allah lhes deu por sustento? E Allah deles é Onisciente.
Por certo, Allah não faz injustiça nem mesmo do peso de um átomo. E se este é uma boa ação, multiplicá-la-á, e concederá, de Sua parte, magnífico prêmio.
Então, como estarão, quando trouxermos de cada comunidade uma testemunha, e te trouxermos, Muhammad, por testemunha contra esses?
Nesse dia, os que renegam a Fé e desobedecem ao Mensageiro almejarão ser tragados pela terra. E não poderão ocultar de Allah conversação alguma.
Ó vós que credes! Não vos aproximeis da oração, enquanto ébrios, até que saibais o que dizeis, nem mesmo enquanto -junub(1) - (impuros após a relação) exceto quando em viagem – até que vos banheis completamente. E, se estais enfermos ou em viagem, ou se um de vós chega de onde se fazem as necessidades, ou se haveis tocado(2) as mulheres e não encontrais água, dirigi-vos a uma superfície pura, tocaí-a com as mãos e roçai(3) as faces e os braços, à guisa de ablução. Por certo, Allah é Indulgente, Perdoador.
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(1) A palavra junub é derivada de janãbah, e quer dizer distância. É empregada no texto para designar o homem que, nào se havendo banhado logo após emissão seminal voluntária ou involuntária, deve permanecer distante dos lugares de oração. Não pode rezar nem ler o Alcorao antes de se banhar. (2) Tocar as mulheres: copular. O Alcorão tem, por hábito, referir-se a questões sexuais de maneira bem discreta e quase metaforizada. (3) Roçai... à guisa de ablução; é tradução de tayammum, que significa "tocar com as duas mãos qualquer superfície limpa, com apenas alguns resíduos de pó, para, em seguida, com elas, roçar as faces e os braços, simulando o movimento de ablução com água". Este versículo encerra um lembrete a todos os moslimes para que não sejam nunca desatentos à noção de asseio, antes de fazer suas orações, tanto que, não encontrando água para se lavarem, pelo menos, devem lembrar- se da lavagem por meio de gestos simbólicos.
Não viste, Muhammad, aqueles aos quais fora concedida porção do Livro(1)? Eles compram o descaminho e desejam que vos descaminheis do caminho reto.
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(1) Do livro: da Tora.
E Allah é bem Sabedor de vossos inimigos. E basta Allah por Protetor, e basta Allah por Socorredor.
Dentre os que praticam o judaísmo, há os que alteram o sentido das palavras dO Livro e dizem: "Ouvimos e desobedecemos" e "Ouve, oxalá não ouças." E dizem: -Raina-(1) deturpando a verdade, com suas línguas, e difamando a religião. E, se eles dissessem: "Ouvimos e obedecemos" e " Ouve" e "Olha-nos", ser-Ihes-ia melhor e mais reto. Mas Allah os amaldiçoou por sua renegação da Fé. E não crerão, exceto poucos.
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(1) Cf. II 104 n1
Ó vós a quem foi concedido o Livro(1)! Crede no que fizemos descer, confirmando o que está convosco, antes que apaguemos(2) as faces(3) e as reduzamos a nucas ou os amaldiçoemos como amaldiçoamos as pessoas transgressoras do sábado. E a ordem de Allah deve ser cumprida.
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(1) O Livro: a Tora. (2) Ou seja, apagar as feições, tornando-as planas como nunca. (3) os donos das faces
Por certo, Allah não perdoa que Lhe associem outra divindade, e perdoa tudo o que for, afora isso, a quem quer. E quem associa a Allah, com efeito, forjará formidável pecado.
Não viste, Muhammad, os que se pretendem dignos? Mas Allah é Quem dignifica a quem quer; e eles não sofrerão injustiça, nem a mínima que seja(1).
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(1) Nem a mínima que seja: traduz a palavra árabe fatil, que significa a ínfima película que recobre o caroço da tâmara.
Olha como forjam mentiras acerca de Allah. E basta isso por evidente pecado!
Não viste aqueles a quem fora concedida porção do Livro(1). Crêem em estátuas(2) e ídolos e dizem dos que renegam a Fé: "Esses são os mais bem guiados, no caminho, que os que crêem?"
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(1) Do Livro: da Tora. (2) Al jibt: tudo o que foi adorado, em lugar de Deus; ídolos, videntes ou feiticeiros; quanto a AITaghut. (cf. II 256 n2)
Esses são os que Allah amaldiçoou. E para quem Allah amaldiçoa, não lhe encontrarás socorredor algum.
Têm eles porção de soberania? Então, nesse caso, dela não concederiam aos outros homens um mínimo que fosse(1).
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(1) Nem um mínimo que fosse: traduz a palavra árabe naqir, que é um minúsculo sinal na superfície do caroço da tâmara.
Ou invejam eles os homens pelo que Allah lhes concedeu de Seu favor? E, com efeito, concedêramos o Livro e a Sabedoria à família de Abraão; e concedêra-mo-Ihes magnífica soberania.
Então, dentre eles há quem nele(1) creia e, dentre eles, há quem dele se afaste. E basta a Geena por fogo ardente.
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(1) Nele: o pronome pode referir-se só ao Livro, citado no versículo anterior, ou ao Profeta Muhammad. Neste caso, o versículo faz alusão aos judeus, entre os quais uns crêem no Profeta e outros o renegam.
Por certo, aos que renegam Nossos sinais, fá-los-emos entrar em Fogo. Cada vez que suas peles se consumirem, trocá-las-emos por outras peles, para que experimentem o castigo. Por certo, Allah é Todo-Poderoso, Sábio.
E aos que crêem e fazem as boas obras, fá-los-emos entrar em Jardins, abaixo dos quais correm os rios; nesses, serão eternos, para todo o sempre. Nesses, terão mulheres puras. E fá-los-emos entrar em sombra sombrosa.
Por certo, Allah vos ordena que restituais os depósitos a seus donos. E quando julgardes entre os homens, que julgueis com justiça. Por certo, quão excelente é isso, a que Allah vos exorta! Por certo, Allah é Oniouvinte, Onividente.
Ó vós que credes! Obedecei a Allah e obedecei ao Mensageiro e às autoridades dentre vós. E se disputais por algo, levai-o a Allah e ao Mensageiro, se sois crentes em Allah e no Derradeiro Dia. Isso é melhor e mais belo, em interpretação(1).
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(1) Este versículo é fundamento primeiro da constituição do estado islâmico e determina a base da religião e da disciplina política.
Não viste, Muhammad, aqueles(1) que pretendem crer no que foi descido para ti, e no que fora descido antes de ti? Desejam percorrer ao jugamento de Al-Taghut(ídolos) enquanto, com efeito, foram ordenados a renegá-lo(2). E Satã deseja descaminhá-los, com profundo descaminho.
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(1) Aqueles; referência aos hipócritas, mas de modo aparente e não efetivo. (2) Cf. II 256 n2
E quando se lhes diz: "Vinde ao que Allah fez descer, e ao Mensageiro", tu vês os hipócritas se afastarem de ti, decididamente.
Então, como estarão, quando uma desgraça os alcançar, pelo que suas mãos anteciparam? Em seguida, chegarão a ti, jurando por Allah: "Não desejamos senão benevolência e concórdia"
Esses, Allah sabe o que há em seus corações; então, dá-lhes de ombros, mas exorta-os e dize-Ihes às almas dito convincente.
E não enviamos Mensageiro algum senão para ser obedecido, com a permissão de Allah. E se eles, quando foram injustos consigo mesmos, chegassem a ti e implorassem perdão a Allah, e se o Mensageiro implorasse perdão para eles, haveriam encontrado a Allah Remissório, Misericordiador.
Então, por teu Senhor! Não crerão; até que te tomem por árbitro das dissensões entre eles, em seguida, não encontrem, em si mesmos, constrangimento no que julgaste, e até que se submetam, completamente.
E se Nós lhes houvéssemos prescrito:"Matai-vos" ou "Saí de vossos lares", não o haveriam feito, exceto poucos deles. E, se houvessem feito aquilo a que foram exortados, haver-lhes-ia sido melhor e tornar-se-lhes-ia mais firme a crença(1).
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(1) Se os hipócritas não aceitarem o sacrifício de seus pequenos interesses, seguindo o que Deus revelou, não haverá esperança de que aceitem sacrifício maior. E apenas poucos deles crerão em Deus.
E, nesse caso, haver-lhes-ía-mos concedido, de Nossa parte, magnífico prêmio.
E havê-los-íamos guiado a uma senda reta.
E quem obedece a Allah e ao Mensageiro, esses estarão com os que Allah agracia: os Profetas e os veracíssimos e os mártires e os íntegros. E que belos companheiros esses!
Esse é o favor de Allah, e basta Allah por Onisciente.
Ó vós que credes! Tomai vossas precauções e saí a campo, em pequenos grupos ou saí todos juntos.
E, por certo, há, dentre vós, quem procrastine o combate. Então, se uma desgraça vos alcança, diz: "Com efeito, Allah agraciou-me por não haver estado com eles presente".
E se um favor de Allah vos alcança, diz, como se não houvesse afeição entre vós e ele: "Quem dera houvesse estado com eles, então, haveria eu triunfado, com magnífico triunfo!"
Então, que combatam no caminho de Allah os que vendem a vida terrena pela Derradeira Vida. E a quem combate no caminho de Allah, e é morto ou vence, conceder-Ihe-emos magnífico prêmio.
E por que razão não combateis no caminho de Allah e pela salvação dos indefesos, dentre os homens e as mulheres e as crianças, os quais dizem: "Senhor nosso! Faze-nos sair desta cidade, cujos habitantes são injustos e faze-nos, de Tua parte, um protetor e faze-nos, de Tua parte, um socorredor"?(1).
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(1) Trata-se da súplica dos indefesos, que abraçaram o Islão e ficaram em Makkah pois não tinham possibilidade alguma de defender-se, menos ainda de emigrar para Al Madínah, com o Profeta e seus seguidores.
Os que crêem combatem no caminho de Allah, e os que renegam a Fé combatem no caminho dos ídolos(1). Então, combatei os aliados de Satã. Por certo, a insídia de Satã é frágil.
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(1) Cf. II 256 n2
Não viste, Muhammad, aqueles aos quais foi dito: "Detende vossas(1) mãos e cumpri a oração concedei az-zakah?(2)" Então, quando lhes foi prescrito o combate, eis um grupo deles que receou os homens com o mesmo receio que de Allah, ou com mais veemente receio, e disseram: "Senhor nosso! Por que nos prescreveste o combate? Que, antes, nos houvesses concedido prazo, até um termo próximo." Dize: "O gozo da vida terrena é ínfimo. E a Derradeira Vida é melhor, para quem é piedoso, e não sofrereis injustiça, nem a mínima que seja(3) ".
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(1) Detende vossas mãos: não combatais. Antes da Hégira, os moslimes empenharam- se em combate contra os idólatras, mas foram impedidos de fazê-lo, pelo Profeta. Só depois de emigrarem para Al Madínah, após a Hégira, é que receberam permissão de combate. (2) Cf II 43 n5. (3) Cf IV 49 n6.
Onde quer que estejais, a morte atingir-vos-á, ainda que estejais em elevadas torres. E se algo de bom os alcança, dizem: "Isso é da parte de Allah"; e, se algo de mau os alcança, dizem: "Isso é de ti." Dize: "Tudo é de Allah." Mas por que razão este povo quase não entende conversação alguma?
O que quer de bom que te alcance é de Allah, e o que quer de mau que te alcance é de ti mesmo. E te enviamos, Muhammad, como Mensageiro para a humanidade. E basta Allah por Testemunha.
Quem obedece ao Mensageiro, com efeito, obedece a Allah. E quem volta as costas, não te enviamos, sobre eles, por custódio.
E dizem: "Obediência!", e quando se retiram de tua presença, uma facção deles maquina, à noite, outra cousa que o que disseste. Mas Allah escreve o que maquinam. Então, dá-lhes de ombros e confia em Allah. E basta Allah por Patrono.
E não ponderam eles o Alcorão? E, fosse vindo de outro que Allah, encontrariam nele muitas discrepâncias.
E quando algum assunto de segurança ou medo lhes chega, divulgam-no. E se eles o levassem ao Mensageiro e às autoridades entre eles, os que o desvendam, por meio desses sabê-lo-iam(1). E não fora o favor de Allah para convosco e Sua misericórdia, haveríeis, exceto poucos, seguido a Satã.
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(1) É em época de combate que toda a espécie de boatos surge, suscitando ora o ânimo ora o desânimo, entre os combatentes. Aproveitando-se disso, os hipócritas, sem medir conseqüências, divulgavam-nos, mesmo sabendo-os falsos. Este versículo adverte aos propagadores de boatos que os submetam ao Profeta e às autoridades, para que lhes seja esclarecida a veracidade e, com isso, nâo sejam os combatentes importunados.
Então, combate no caminho de Allah; tu não és responsável senão por ti mesmo. E incita os crentes ao combate. Quiçá, Allah detenha a fúria dos que renegam a Fé. E Allah é mais Veemente na fúria e mais Veemente no tormento.
Quem intercede, com boa intercessão, terá porção dela. E quem intercede, com má intercessão, terá partilha dela. E Allah, sobre todas as cousas, é Preponderante.
E se fordes saudados com uma saudação, saudai com outra melhor, ou retribuí-a(1). Por certo, Allah, de todas as cousas, é Ajustador de contas.
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(1) A saudação usual entre os moslimes, é "as-salãmu alaikum", "que a paz seja sobre vós". O versículo convida os moslimes a corresponderem à esta saudação com outra mais afável ainda: "alaíkum as-salãmu wa rahmatu allãhí wa barakãtuh", "que sobre vós seja a paz, e a misericórdia de Deus e Sua bênção".
Allah, não existe deus senão Ele! Em verdade, Ele vos juntará no indubitável Dia da Ressurreição. E quem mais verídico que Allah em dizê-lo?
E por que razão vos dividis em dois grupos, no tocante aos hipócritas, enquanto Allah os fez decair pelo que cometeram? Desejais guiar a quem Allah descaminhou? E para quem Allah descaminha, jamais encontrarás caminho(1).
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(1) Este versículo se refere aos hipócritas que, já havendo abraçado o Islão, ainda apoiavam os inimigos dos moslimes, deixando confusos a estes últimos, que não sabiam se deveriam ou não combatê-los.
Eles almejam que renegueis a Fé como eles a renegam, e assim, sereis iguais. Então, não tomeis, dentre eles, aliados, até que emigrem, no caminho de Allah. E se voltarem as costas, apanhai-os e matai-os, onde quer que os encontreis. E não tomeis, dentre eles, aliado nem socorredor.
Exceto os que se vincularem com um povo entre o qual e vós exista aliança, ou os que chegarem a vós com os peitos constritos por combater-vos ou por combater seu povo. E, se Allah quisesse, haver-Ihes-ia dado poder sobre vós, e eles vos haveriam combatido. Então, se se apartarem de vós e não mais vos combaterem e vos lançarem a paz, Allah não vos fará caminho algum contra eles.
Encontrareis outros que desejam estar em segurança, em relação a vós, e em segurança, em relação a seu povo. Cada vez que forem levados à sedição pela idolatria, nela, fá-los-ão decair(1). Então, se não se apartam de vós, nem vos lançam a paz, nem detêm as próprias mãos, apanhai-os e matai-os, onde quer que os acheis(2). E, contra esses, damo-vos evidente autoridade.
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(1) De um lado, ganhando a confiança dos moslimes, pela adesão do Islão, e de outro, a confiança de seu povo, pela permanência na descrença. (2) Ou seja, cada vez que forem levados ou à desordem da guerra contra os moslimes, ou à apostasia.
E não é admissível que um crente mate a outro crente, exceto se por engano. E quem mata um crente por engano, então, que ele se alforrie um escravo crente e entregue indenização(1) a sua família a menos que esta a dispense, por caridade. E se a vítima é de um povo inimigo de vós, e é crente, que se alforrie um escravo crente. E se é de um povo, entre o qual e vós exista aliança, que se entregue à sua família indenização e se alforrie um escravo crente. E quem não encontra recursos, que jejue, por dois meses seguidos, como volta arrependida para Allah. E Allah é Onisciente, Sábio.
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(1) Essa indenização é válida, conforme a tradição árabe, em cem camelos, ou o preço correspondente a eles. Não os havendo, valerão outras espécies animais, em quantidades determinadas.
E quem mata um crente intencionalmente, sua recompensa será a Geena; nela será eterno, e Allah irar-Se-á contra ele, e amaldiçoá-lo-á e preparar-lhe-á formidável castigo.
Ó vós que credes! Quando percorrerdes o caminho(1) de Allah certificai-vos da situação, e não digais àquele que vos dirige a saudação(2) do Islão: "Não é crente", buscando com isso, os efêmeros bens da vida terrena pois, junto de Allah, há muitos ganhos(3). Assim éreis antes, e Allah fez-vos mercê do Islão. Então, certificai-vos. Por certo, Allah, do que fazeis, é Conhecedor(4).
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(1) Ou seja, "se fordes combater pela causa de Deus". (2) Nos primórdios do Islão, o sinal de reconhecimento de um moslim para outro era o cumprimento "as-salãmu alaikum", "que a paz seja sobre vós". Houve ocasiões, porém, em que alguns combatentes moslimes tiveram dúvidas acerca de quem assim os saudava, e terminavam por matá-lo, para ficar-lhe com os espólios. Este versículo foi revelado, então, para impedir a matança indiscriminada, oriunda da falta de clareza desta identificação moslim. (3) A palavra ganhos traduz maghãnim, que significa espólios. O versículo adverte o crente de que jamais deve matar só para aproximar-se dos espólios da vítima, os quais nada são diante das recompensas oferecidas por Deus. (4) Este versículo lembra os moslimes de que, no início do Islão, quando eram perseguidos pelos inimigos, o único sinal de reconhecimento entre eles, quando em combate na senda de Deus, era a saudação islâmica. Agora, agraciados com o Islão, fortes e poderosos, devem acatar esta saudação vinda de quem quer que seja, como sinal de sua crença.
Não se igualam os ausentes do combate, dentre os crentes não inválidos, e os lutadores no caminho de Allah, com suas riquezas e com si mesmos. Allah prefere os lutadores, com suas riquezas e consigo mesmos, aos ausentes, dando-lhes um escalão acima destes. E a ambos Allah promete a mais bela recompensa. E Allah prefere os lutadores aos ausentes, dando-lhes magnífico prêmio.
Escalões concedidos por Ele, e perdão e misericórdia. E Allah é Perdoador, Misericordiador.
Por certo, àqueles que foram injustos consigo mesmo, os anjos lhes levarão as almas, dizendo: "Em que situação estáveis?" dirão: "Estávamos indefesos na terra." Os anjos dirão: "A terra de Allah não era bastante ampla, para nela emigrardes?" Então, a morada desses será a Geena. E que vil destino!
Exceto os indefesos, dentre os homens e as mulheres e as crianças, que não têm meios de emigrar e não se guiam a caminho algum.
Então, a esses, quiçá, Allah os indulte. E Allah é Indulgente, Perdoador.
E quem emigra, no caminho de Allah, encontrará na terra, bastante abrigo - aviltante para o inimigo - e prosperidade. E quem sai de sua casa, emigrando(1) para Allah e seu Mensageiro em seguida a morte atinge-o, com efeito, impenderá a Allah seu prêmio. E Allah é Pedoador, Misericordiador.
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(1) Para a cidade de Deus e de seu mensageiro : Al- Madinah.
E, quando percorrerdes a terra, não haverá culpa sobre vós, em abreviardes as orações, se temeis que os que renegam a Fé vos provem. Por certo, os renegadores da Fé são-vos inimigos declarados.
E quando estiveres, Muhammad, com eles e lhes celebrares a oração, que uma facção deles ore contigo e tome suas armas; então, ao terminar a prosternação, que a outra facção esteja atrás de vós. E que esta outra facção que não orou, venha e ore contigo e que tome suas precauções e suas armas. Os que renegam a Fé almejariam que desatentásseis de vossas armas e de vossos pertences; então, atacar-vos-iam de uma só vez. E não haverá culpa sobre vós, em deixardes de lado vossas armas, se sois molestados pela chuva ou estais enfermos. E tomai vossas precauções. Por certo, Allah preparou para os renegadores da Fé aviltante castigo.
E, quando houverdes encerrado a oração, lembrai-vos de Allah, estando de pé ou assentados ou deitados. E, quando estiverdes em segurança, cumpri a oração. Por certo, a oração, para os crentes, é prescrição com tempos marcados.
E não vos desanimeis, na busca do povo inimigo; se estais sofrendo, eles também sofrem como vós sofreis, enquanto vós esperais de Allah o que eles não esperam. E Allah é Onisciente, Sábio.
Por certo, fizemos descer para ti, Muhammad, o Livro com a Verdade, a fim de que julgues entre os homens conforme o que Allah te fez ver. E não sejas defensor dos traidores.(1)
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(1) Conta-se que, em tempos de Muhammad, certo árabe, de nome Bachir ou Abu Tacmah Ibn Ubairiq, havendo roubado uma armadura, ocultou-a na casa de um judeu. Quando o dono, dando por faha dela, a descobriu, imediatamente Bachir, jurando inocência, acusou o judeu de havê-la roubado. Então, a tribo Banü Zafar, a que Bachir pertencia, dirigiu-se até o Profeta, pedindo- lhe que intercedesse por ele. Por desconhecer a verdade dos fatos, o Profeta o aceitou e, quando estava prestes a defendê-lo, foi revelado este versiculo, revelando-lhe a verdade.
E implora perdão a Allah. Por certo, Allah é Perdoador, Misericordiador.
E não discutas acerca dos que se traem a si mesmos. Por certo, Allah não ama quem é traidor, pecador.
Eles se escondem dos homens, e não se escondem de Allah, enquanto Ele está em sua companhia quando maquinam, à noite, o que Lhe não agrada do dito. E Allah está, sempre, abarcando o que fazem.
Ei-vos que discutis acerca deles na vida terrena, mas quem discutirá com Allah, acerca deles no Dia da Ressurreição, ou quem será sobre eles patrono?
E quem faz um mal ou é injusto consigo mesmo, em seguida, implora perdão a Allah, encontrará a Allah Perdoador, Misericordiador.
E quem comete um pecado, o cometerá apenas em prejuízo de si mesmo. E Allah é Onisciente, Sábio.
E quem comete erro ou pecado, em seguida, o atira sobre um inocente, com efeito, carregar-se-á de infâmia e evidente pecado.
E, não fora o favor de Allah para contigo, e Sua misericórdia, haveria uma facção deles(1) intentando descaminhar-te. Mas não descaminhariam senão a si mesmos e em nada te prejudicariam. E Allah fez descer, sobre ti, o Livro e a Sabedoria e ensinou-te o que não sabias. E o favor de Allah para contigo é imenso.
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(1) Deles: dos hipócritas.
Nada de bem há em muitas de suas confidências, exceto nas de quem ordena a caridade ou algo conveniente ou a reconciliação entre as pessoas. E a quem o faz, em busca de agrado de Allah, Nós conceder-Ihe-emos magnífico prêmio.
E a quem discorda do Mensageiro, após haver-se tornado evidente, para ele a direita direção, e segue caminho outro que o dos crentes, abandoná-lo-emos no caminho que escolheu e fá-lo-emos entrar na Geena. E que vil destino(1)!
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(1) Este versículo foi revelado, quando Bachir ou Abu Tacmah fugiu de Al Madínah, e se juntou aos idólatras, mostrando-se hostil ao Profeta e aos moslimes.
Por certo, Allah não perdoa que Lhe associem outra divindade, e perdoa tudo o que for afora isso, a quem quer. E quem associa a Allah, com efeito, se descaminhará com profundo descaminhar.
Não invocam, além dEle, senão divindades femininas, e não invocam senão um rebelde Satã!
Allah amaldiçoou-o. E ele disse: "Certamente, tomarei uma porção preceituada de Teus servos.
E certamente descaminhá-los-ei e fá-los-ei nutrir vãs esperanças e ordenar-lhes-ei que cortem as orelhas dos animais de rebanho(1) e ordenar-lhes-ei que desfigurem a criação de Allah." E quem toma Satã por aliado, em vez de Allah, com efeito, se perderá com evidente perdição.
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1) Alusão aos hábitos supersticiosos dos árabes pré-islâmicos de cortarem a orelha da fêmea do camelo, logo após ela ter tido cinco ou dez crias, e de a oferecerem a seus ídolos. Além disso, a partir daí, o animal não devia mais ser usado para qualquer serviço que fosse. Com respeito às acepções da palavra rebanho. Vide VI n1.
Ele lhes faz promessas e fá-los nutrir vãs esperanças. E Satã não lhes promete senão falácias.
Esses, sua morada será a Geena, e eles não encontrarão desta fugida alguma.
E aos que crêem e fazem as boas obras, fá-los-emos entrar em Jardins, abaixo dos quais correm os rios; nesses, serão eternos, para todo o sempre. Essa é a promessa de Allah. E quem mais verídico que Allah em dito?
A recompensa não depende de vossos desejos nem dos desejos dos seguidores do Livro(1). Quem faz mal com ele será recompensado e não encontrará para si, além de Allah, protetor nem socorredor.
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(1) Referência aos judeus e cristãos.
E quem faz as boas obras, varão ou varoa, enquanto crente, esses entrarão no Paraíso e não sofrerão injustiça, a mínima que seja(1).
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(1) Cf. IV 53 n1.
E quem melhor em religião que aquele que entrega sua face a Allah(1) enquanto benfeitor, e segue a crença de Abraão, monoteísta sincero? E Allah tomou Abraão por amigo.
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(1) Cf. II 112 n3.
E de Allah é o que há nos céus e o que há na terra. E Allah está sempre abarcando todas as cousas.
E consultam-te, Muhammad, sobre as mulheres. Dize: "Allah vos instrui a respeito delas - e lembrai-vos do que se recita para vós no Livro(1), sobre as mulheres órfãs às quais não concedeis o que lhes é preceito(2), enquanto tencionais esposá-las - e a respeito das crianças indefesas; e vos ordena cuidar dos órfãos com eqüidade. E o que quer que façais de bom, por certo, Allah é disso, Onisciente.
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(1) No Livro: no Alcorão. (2) Vide IV 4 n3.
E, se uma mulher teme de seu marido rejeição ou indiferença, não haverá culpa sobre ambos, se se reconciliam com uma reconciliação. E o reconciliar-se é melhor. E a mesquinhez está, sempre, presente nas almas. E, se bem fizerdes e fordes piedosos, por certo, Allah, do que fazeis, é Conhecedor.
E não podereis ser justos com vossas mulheres, ainda que sejais zelosos disso. E não vos desvieis, com total desviar, de nenhuma
delas, então, a deixaríeis como que suspensa(1). E, se vos emendais e sois piedosos, por certo, Allah é Perdoador, Misericordiador.
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(1) Ou seja, no estado em que, abandonada pelo marido, não é considerada casada com ele nem dele divorciada.
E se ambos se separam, Allah enriquecerá a cada um deles de Sua munificência. E Allah é Munificente, Sábio.
E de Allah é o que há nos céus e o que há na terra. E, com efeito, recomendamos àqueles, aos quais fora concedido o Livro(1), antes de vós, e a vós, que temais a Allah. E, se renegais a Fé, por certo, de Allah é o que há nos céus e o que há na terra. E Allah é Bastante a Si Mesmo, Louvável.
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(1) O Livro: a Tora e o Evangelho.
E de Allah é o que há nos céus e o que há na terra, e basta Allah por Patrono.
Se Ele quisesse, far-vos-ia ir, ó humanos, e faria vir outros em vosso lugar! E Allah, sobre isso, é Onipotente.
Quem deseja a retribuição da vida terrena, saiba que junto de Allah, está a retribuição da vida terrena e da Derradeira Vida. E Allah é Oniouvinte, Onividente.
Ó vós que credes! Sede constantes na equanimidade, testemunhando por Allah, ainda que contra vós mesmos, ou contra os pais e os parentes. Quer se trate de rico ou pobre, Allah terá prioridade sobre ambos. Então, não sigais as paixões, para serdes justos. E, se deturpais o testemunho ou dais de ombros, por certo, Allah, do que fazeis, é Conhecedor.
Ó vós que credes! Crede em Allah e em Seu Mensageiro e no Livro que Ele fez descer sobre Seu Mensageiro, e no Livro que Ele fizera descer antes. E quem renega a Allah e a Seus anjos e a Seus Livros e a Seus Mensageiros e ao Derradeiro Dia, com efeito, descaminhar-se-á com profundo descaminhar.
Por certo, aos que creram, depois renegaram a Fé, em seguida,
creram, depois renegaram a Fé, em seguida, acrescentaram-se em renegação da Fé, não é admissível que Allah os perdoe nem os guie a caminho algum(1).
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(1) Referência aos oportunistas que não são crentes convictos. Crêem, apenas, quando lhes interessa.
Alvissara aos hipócritas que terão doloroso castigo.
São os que tomam por aliados os renegadores da Fé, em vez dos crentes. Buscarão junto deles o poder? Então, por certo, todo o poder é de Allah
E, com efeito, Ele fez descer, sobre vós, no Livro(1) que, quando ouvirdes os versículos de Allah, enquanto os ínfíéis os renegam e deles zombam, não deveis sentar-vos com eles, até confabularem, em outra conversação. Senão, seríeis iguais a eles. Por certo, Allah juntará os hipócritas e os renegadores da Fé, na Geena, a todos eles.
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(1) No Livro: no Alcorão, com alusão ao versículo 68 da VI sura.
Os que espreitam o que ocorrerá para vós; então, se obtendes uma conquista vinda de Allah, dizem: "Não estávamos convosco?" E, se há para os renegadores da Fé porção da conquista, dizem: "Não vos conduzimos e vos defendemos dos crentes?" Então, Allah julgará, entre vós, no Dia da Ressurreição. E Allah não fará aos renegadores da Fé caminho, para triunfarem sobre os crentes.
Por certo, os hipócritas procuram enganar a Allah mas Ele é quem os engana. E, quando se levantam para a oração, levantam-se preguiçosos querem ser vistos pelos outros, por ostentação, e não se lembram de Allah, exceto poucos.
Hesitantes nisso. Não estão nem com estes nem com aqueles(1). E para quem Allah descaminha, jamais encontrarás caminho.
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(1) Diz respeito aos que não estão nem com os idólatras nem com os crentes.
Ó vós que credes! Não tomeis os renegadores da Fé por aliados, em vez dos crentes. Desejais dar a Allah comprovação evidente contra vós?
Por certo, os hipócritas estarão nas camadas mais profundas do Fogo - e, para eles, não encontrarás socorredor algum -
Exceto os que se voltam arrependidos e se emendam e se agarram a Allah e são sinceros com Allah em sua devoção: então, esses estão com os crentes. E Allah concederá aos crentes magnífico prêmio.
Que faria Allah com vosso castigo, se agradeceis e credes? E Allah é Agradecido, Onisciente.
Allah não ama a declaração de maledicência, exceto a de quem sofre injustiça. E Allah é Oniouvinte, Onisciente.
Se mostrais um bem ou se o escondeis, ou se indultais um mal, por certo, Allah é Indulgente, Onipotente.
Por certo, os que renegam a Allah e a Seus Mensageiros, e desejam fazer distinção entre Allah e Seus Mensageiros, e dizem: "Cremos em uns e renegamos a outros", e desejam tomar, entre isso, um caminho intermediário.
Esses são os verdadeiros renegadores da Fé. E, para os renegadores da Fé, preparamos aviltante castigo.
E aos que crêem em Allah e em Seus Mensageiros e não fazem distinção entre nenhum deles, a esses Allah lhes concederá seus prêmios. E Allah é Perdoador, Misericordiador.
Os seguidores do Livro pedem-te que faças descer sobre eles um Livro do céu. E, com efeito, eles pediram a Moisés prova maior que essa, e disseram: "Faze-nos ver a Allah, declaradamente." Então, o raio apanhou-os, por sua injustiça. Em seguida, tomaram o bezerro por divindade, após lhes haverem chegado as evidências; E indultamo-los, por isso. E concedemos a Moisés evidente comprovação.
E elevamos acima deles o Monte(1) por causa de sua aliança, e dissemo-lhes: "Entrai pela porta da cidade, prosternando-vos"; e dissemo-lhes: "Não transgridais o sábado"; e firmamos com eles sólida aliança.
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(1) Ou seja. Monte Sinai. Cf. II 63 n5.
Então, amaldiçoamo-los, por haverem desfeito sua aliança e renegado os sinais de Allah, e matado, sem razão os profetas(1), e por haverem dito: "Nossos corações estão encobertos!(2)" - Não, mas Allah selou-os, por sua renegação da Fé; então, não crêem, exceto poucos.
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(1) Cf. II 61 n2. (2) Cf II 88 n1.
E por sua negação da Fé, e por seu dito de formidável infâmia(1) sobre Maria.
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(1) Essa infâmia constituiria reação dos judeus contra a propagação da nova crença. No momento em que Jesus Cristo passou a pregar e a convocar a todos, indistintamente, para a verdade cristã, os judeus entenderam isso como ameaça à posição assumida por eles e pelo Judaísmo, na época. Em defesa, passaram a difamar a mãe de Jesus, chamando-a de adúltera.
E por seu dito: "Por certo, matamos o Messias, Jesus, Filho de Maria, Mensageiro de Allah. "Ora, eles não o mataram nem o crucificaram, mas isso lhes foi simulado(1). E, por certo, os que discrepam a seu respeito estão em dúvida acerca disso. Eles não têm ciência alguma disso, senão conjeturas(2), que seguem. E não o mataram, seguramente.
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(1) O Islão prega que não foi Jesus crucificado, mas o foi, em seu lugar, um sósia. (2) Alusão às divergências nascidas da dúvida dos cristãos quanto às circunstâncias da morte de Jesus Cristo, o que prova que o próprio Cristianismo não tem certeza absoluta a respeito.
Mas, Allah ascendeu-o(1) até Ele. E Allah é Todo-Poderoso, Sábio.
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(1) Embora entenda a ascensão como falo incontestável, o Alcorão não oferece maiores informações sobre isso.
E não há ninguém dos seguidores(1) do Livro que, antes de morrer deixe de nele crer(2). E, no Dia da Ressurreição, ele(3) será testemunha contra eles.
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(1) Ou seja, os judeus e os cristãos. (2) Isso significa que tanto os judeus quanto os cristãos acabarão aceitando que Jesus, também, é profeta de Deus. Mas, quando tiverem consciência disso, já será tarde demais. (3) Ele: Jesus.
Então, por injustiça dos que praticam o judaísmo, proibimo-lhes cousas benignas, que lhes eram lícitas; e por afastarem a muitos do caminho de Allah.
E por tomarem a usura, enquanto foram coibidos disso; e por devorarem, ilicitamente, as riquezas dos outros homens. E, para os renegadores da Fé, dentre eles, preparamos doloroso castigo.(1)
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(1) Vide Êxodo XXII 25.
Mas os que dentre eles, estão enraizados na ciência e os crentes crêem no que foi descido para ti e no que fora descido antes de ti. E aos que cumprem a oração e aos que concedem as esmolas e aos crentes em Allah e no Derradeiro Dia, a esses concederemos magnífico prêmio.
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(1) Cf. II 43 n3.
Por certo, Nós te fizemos revelações(1), Muhammad, como fizemos a Noé e aos profetas, depois dele. E fizemos revelações a Abraão e a Ismael, e a Isaque e a Jacó, e às tribos e a Jesus, e a Jó e a Jonas, e a Aarão e a Salomão ; e concedemos os Salmos a Davi.
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(1) O que torna evidente que o Mensageiro Muhammad não chegou com nova religião, mas, sim, recebeu seus ensinamentos da mesma fonte, de onde receberam todos os mensageiros anteriores a ele, em diferente épocas.
E enviamos Mensageiros, de que, com efeito, te fizemos menção antes e Mensageiros, de que não te fizemos menção; e Allah falou a Moisés efetivamente.
Mensageiros por alvissareiros e admoestadores, para que não houvesse, da parte dos humanos, argumentação diante de Allah, após a vinda dos Mensageiros. E Allah é Todo-Poderoso, Sábio.
Mas Allah testemunha o que fez descer para ti. Ele o fez descer com Sua ciência. E os anjos, também, o testemunham. E basta Allah por Testemunha!
Por certo, os que renegam a Fé e afastam os homens do caminho de Allah, com efeito, descaminham-se, com profundo descaminhar.
Por certo, aos que renegam a Fé e são injustos, não é admissível que Allah os perdoe nem os guie a vereda alguma.
Exceto à vereda da Geena; nela, serão eternos, para todo o sempre. E isso, para Allah, é fácil.
Ó humanos! Com efeito, o Mensageiro chegou-vos com a Verdade de vosso Senhor; então, crede, é-vos melhor. E, se renegais a Fé, por certo, de Allah é o que há nos céus e na terra. E Allah é Onisciente, Sábio.
Ó seguidores(1) do Livro! Não vos excedais em vossa religião, e não digais acerca de Allah senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria não é senão o Mensageiro de Allah e Seu Verbo, que Ele lançou a Maria, e espírito vindo dEle. Então, crede em Allah e em Seus Mensageiros, e não digais: "Trindade". Abstende-vos de dizê-lo; é-vos melhor. Apenas, Allah é Deus Único. Glorificado seja! Como teria Ele um filho?! DEle é o que há nos céus e o que há na terra. E basta Allah por Patrono!
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(1) Ou seja, os cristãos.
O Messias não desdenhará ser servo de Allah nem os anjos a Ele achegados. E aos que desdenham Sua adoração e se ensoberbecem, Ele os reunirá, a todos, a Ele.
Então, quanto aos que crêem e fazem as boas obras, Ele os compensará com seus prêmios e lhes acrescentará algo de Seu favor. E, quanto aos que desdenham Sua adoração e se ensoberbecem, Ele os castigará com doloroso castigo, e não encontrarão, para si, além de Allah, protetor nem socorredor.
Ó humanos! Com efeito, chegou-vos uma provança(1) de vosso Senhor, e fizemos descer, para vós, evidente luz(2).
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(1) Ou seja, o Mensageiro Muhammad. (2) Ou seja, o Alcorão.
Então, quanto aos que crêem em Allah e a Ele se agarram, fá-los-á entrar em misericórdia, vinda dEle, e em favor, e guiá-los-á até Ele, por uma senda reta.
Consultam-te, Muhammad. Dize: "Allah vos instrui sobre -al-kalãlah-(1). Se um homem morre, não tendo filho nem pai, e tendo irmã(2) a esta, a metade do que ele deixar. E ele a herdará, se ela não tem filho. E, se são duas irmãs, a elas os dois terços do que ele deixar. E, se são irmãos homens e mulheres, ao varão, uma cota igual à de duas varoas. Allah torna evidente, para vós, Suas leis, para que vos não descaminheis. E Allah de todas as cousas, é Onisciente.
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(1) Cf. IV 12 n2. (2) Trata-se de irmã, ou meia - irmã por parte de pai. Cf. IV 12 n3.
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