سورة سبأ

الترجمة البرتغالية

Tradução da Sura Sabá em البرتغالية de الترجمة البرتغالية

الترجمة البرتغالية

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مجمع الملك فهد

Louvor a Allah(1), de Quem é o que há nos céus e na terra. E d'Ele é o louvor, na Derradeira Vida. E Ele é O Sábio, O Conhecedor.
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(1) Como se viu, anteriormente, na sura XXVII, versículo 22, nota 2, Saba era um reino ao sul do Yêmen, na Península Arábica. E a presente sura, assim, se denomina não só pela menção da palavra Saba, no versículo 15, mas por narrar o que sucedeu aos habitantes deste reino. Aqui, os mesmos temas das suras reveladas em Makkah são trazidos de volta; a unicidade de Deus, a crença na Revelação divina e na Ressurreição. A sura inicia-se pela declaração de que Deus é O Único Que é louvado. A seguir, narra o que diziam os descrentes acerca da Hora e da Ressurreição e acerca do Profeta, quando o difamavam, inquinando-o de louco e mentiroso. Mais adiante, lembra aos homens os sinais do poder de Deus. admoestando-os do castigo, que sofrem, sempre, os destemidos da Verdade e ressaltandolhes Sua graça para com os servos sinceros, como Davi e Salomão. A sura segue com a narração dos eventos ocorridos com os habitantes de Sabá, país próspero e feliz, mas que, por não serem agradecidos a Deus por isso, foram castigados como o são todos os soberbos e pusilânimes; condena os que se jactanciam em ter filhos e riquezas, e ordena ao Profeta que deixe claro aos incrédulos que sua missão é, apenas, convocar os homens à Fé, sem coagilos, e fazê-los atentar para sua Mensagem. Portanto, devem entender que o Profeta transmite a Revelação divina em beneficio de todos. Finalmente, menciona a realidade da Hora e sua inexorabilidade, da qual ninguém se evade e na qual devem crer, antes que seja tarde demais.
Ele sabe o que penetra(1) na terra e o que dela sai, e o que desce do céu e o que a ele ascende. E Ele é O Misericordiador, O Perdoador.
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(1) O que penetra: a chuva, os mortos; o que sai: as plantas, as águas, os minérios; o que desce: a chuva, os raios, os anjos, as bênçãos; o que ascende: os anjos, as preces, as boas obras.
E aqueles(1), aos quais fora concedida a ciência, vêem que o que foi descido para ti de teu Senhor é a Verdade, e que ele guia à senda dO Todo-Poderoso, dO Louvável.
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(1) Referência aos judeus que abraçaram o Islão, como Kaab Al Ahbar e Ibn Salam.
E, com efeito, concedemos a Davi favor vindo de Nós, e dissemos: "Ó montanhas! Repeti, com ele(1), o louvor a Allah, junto dos pássaros." E tornamos dúctil o ferro, para ele,
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(1) Com ele: com Davi. Os ecos e os cantos dos pássaros devem repetir os louvores a Deus.
E dissemos: "Faze cotas de malha(1) e entrelaça bem as malhas, e fazei o bem. Por certo, do que fazeis(2), sou Onividente."
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(1) Armaduras de malhas de ferro, para proteger os guerreiros. (2) O imperativo plural se relaciona a Davi e à sua família.
E submetemos a Salomão o vento, cujo percurso matinal era de um mês, e cujo percurso vespertino era de um mês.(1) E fizemo-lhe fluir a fonte de cobre fundido. E houve, dentre os gênios, quem trabalhasse as sua ordens, com a permissão de seu Senhor. E a quem, dentre eles, se desviasse de Nossa ordem, fazíamo-lo experimentar o castigo do Fogo ardente.
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(1) A distância percorrida pelo vento, apenas durante a manhã ou durante a tarde, equivalia à distância que se percorria a pé ou em transporte, durante um mês.
Faziam-lhe o que queria: santuários e estátuas e alguidares grandes como os tanques, e caldeirões(1) assentes. E dissemos: "Laborai, ó família de Davi, em agradecimento." Enquanto poucos, dentre Meus servos, são os agradecidos.
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(1) Esses caldeirões eram escavados em montanhas de pedra, cujo acesso era feito por escadas.
E, quando Ihe(1) decretamos a morte, nada Ihes(2) indicou sua morte senão a térmite que lhe devorou o báculo(3). Então, quando ele caiu, tornou-se evidente para os jinns que, se soubessem do Invisível, não haveriam permanecido no aviltante castigo.
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(1) Lhe: a Salomão. (2) Lhes: aos jinns.(3) Salomão morreu de pé, apoiado sobre o báculo. E os jinns, não percebendo a morte de quem os submetia, continuaram no árduo trabalho, durante um ano ainda, até que, ao corroerem as térmites o apoio de Salomão, e este cair por terra, eles perceberam que Salomão estava morto e que já podiam haver cessado o trabalho há muito, se conhecessem, logicamente, os segredos de todas as cousas.
Então, eles deram de ombros a isso; e enviamos contra eles a torrente da barragem de Al-Arim(1), e trocamo-lhes os dois jardins por outros dois jardins, de frutas amargas e tamárices(2) e cousa pouca de açoifaifa(3).
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(1) Ou de Ma'rab. É o nome dado às águas represadas ou ao vale da Sabá. Arruinada a represa, as águas inundaram toda a região, em castigo à desobediência de seus habitantes.Vide XXVII 22 n2. (2) Gênero de plantas da família das tamaricáceas, arbustivas, arborescentes às vezes, de folhas inteiras, pequenas e estreitas, desprovidas de estípula de flores com cinco estames e sementes pilosas, cuja espécie articulata é rica em tanino, substância sólida adstringente. Cf. Grande Enciclopédia Delta Larousse, 1970. (3) Açoifaifa, o mesmo que jujubeira, planta da família das ramináceas (Zizyphus jujuba). Árvore espinhosa, cujo fruto é vermelho e comestível, de polpa açucarada, com a forma de uma azeitona. Cf. Grande Enciclopédia Delta Larousse, 1970.
E tínhamos feito, entre eles e as cidades que tínhamos abençoado(1), cidades aparentes e tínhamos determinado, nelas, a caminhada, na justa medida(2). E dissemos: "Caminhai, em segurança, durante dias e noites."(3)
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(1) Ou seja, as cidades sírias, abundantes em vegetação e água, aonde os habitantes de Saba iam comerciar. (2) Essas cidades eram tão próximas umas das outras que todo viajante podia vê-las ao longe. (3) A distância entre estas cidades era de tal forma precisa e simétrica que, se a uma delas o viajante chegava, na hora da sesta, e lá permanecia para descansar, à outra, seguinte, chegava na hora de dormir, á noite, onde, também, permanecia, até o outro dia. Assim sendo, o viajante poderia deslocar-se, confortavelmente, porque sempre encontraria acolhida, alimento e água em tempo certo, durante sua viagem.
Então, disseram(2): "Senhor nosso! Torna grande a distância entre nossas viagens." E foram injustos com si mesmos; então, fizemo-los tema de conversa, e desintegramo-los, com toda desintegração. Por certo, há nisso sinais para todo perseverante, agradecido.
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(1) Os habitantes de Saba, ingratos e cansados de tamanho bem-estar nas viagens, rogaram a Deus que interpusesse imenso deserto entre eles e a Síria.
E a intercessão, junto d'Ele não beneficiará senão àquele a quem Ele a permitir. Neste caso, ficarão à espera, até que, quando se lhes remover o terror dos corações, dirão, entre eles: "O que disse vosso Senhor?" Dirão: "A verdade(1)! E Ele é O Altíssimo, O Grande."
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(1) A verdade: a anuência divina da intercessão.
E não te enviamos Muhammad, senão a toda a humanidade, por alvissareiro e admoestador, mas a maioria dos homens(1) não sabe.
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(2) Homens: os idólatras de Makkah.
Dize: "Haverá, para vós, o encontro de um dia, em relação ao qual não podereis retardar-vos, uma hora sequer, nem adiantar-vos."
E os que foram subjugados dirão aos que se ensoberbeceram: "Não. Mas, vossos estratagemas, noite e dia, desgraçaram-nos, quando nos ordenáveis renegássemos a Allah e Lhe fizéssemos semelhantes." E eles guardarão segredo(1) do arrependimento, quando virem o castigo. E Nós poremos as gargalheiras nos pescoços dos que renegaram a Fé. Não serão eles recompensados senão pelo que faziam?
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(1) Cf. X 54 n5.
E eles(1) disseram: "Somos mais privilegiados em riquezas e filhos, e não seremos castigados."
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(1) Os opulentos incréus supunham que sua condição privilegiada na vida terrena era dom divino, e que, seguramente, estaria isentos das punições da Vida eterna.
E os que foram antes deles desmentiram a Mensagem - e não chegam eles(1), em poder e riqueza, ao décimo do que concedêramos àqueles - e desmentiram a Meus Mensageiros. Então, como foi Minha reprovação?
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(1) Eles: os idólatras de Makkah.
Dize: "Apenas, exorto-vos a uma única questão(1): a vos manterdes, diante de Allah, de dois em dois ou de um em um, em seguida a refletirdes. Não há loucura em vosso companheiro. Ele não vos é senão um admoestador, que está adiante de veemente castigo."
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(1) Muhammad exorta os idólatras de Makkah à sinceridade, quando do estudo da Mensagem que lhes oferece, e que o façam aos pares, para poderem discutir com objetividade, um lembrando ao outro, determinada questão; ou individualmente, uma vez que isso enseja à reflexão profunda sobre cada assunto. Aliás, a multidão só tumultua a reflexão.
Dize: "Por certo, meu Senhor é Quem lança a Verdade. Ele, das cousas invisíveis, é Profundo Sabedor."
Dize: "A Verdade(1) chegou, e a falsidade nada inicia(2) nem repete.”
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(1) A Verdade: o Alcorão. (2) A expressão "nada inicia nem repete" significa que a falsidade é inoperante, perecível. Esta expressão provém de o ser, em sua existência, poder iniciar um ato, e não poder fazê-lo, depois de morto.
Dize: "Se eu me descaminho, descaminhar-me-ei, apenas, em prejuízo de mim mesmo. E, se me guio, será pelo que meu Senhor me revelou.(1) Por certo, Ele é Oniouvinte, e está Próximo."
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(1) Assim retrucou Muhammad aos idólatras, que lhe falaram haver-se ele extraviado, por haver abandonado a religião de seus antepassados.
E se visses quando se aterrorizarem!(1) Para eles não haverá escapatória, e serão apanhados em lugar próximo(2).
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(1) Referência ao estado em que se encontrarão os idólatras no Dia do Juízo. (2) Seja qual for o lugar, este estará próximo de Deus.
E dirão: "Cremos nele(1).” Mas como poderão alcançar a Fé, de lugar tão longínquo(2)?
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(1) Nele: no Alcorão ou em Muhammad. (2) Pretender abraçar a Fé, somente no Dia do Juízo, é como querer alcançar algo inatingível, porque a Fé já lhes fora oferecida na vida terrena, e esta estará bem distante deles, no Dia do Juízo.
E, com efeito, renegaram-no antes, e conjeturam o Invisível, de lugar tão longínquo.(1)
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(1) A alusão ao que os idólatras afirmavam acerca do Profeta, que era mágico, louco, arriscando conclusões acerca do Desconhecido, cuja apreensão estava, aliás, bem distante de seus parcos conhecimentos.
E interpor-se-á uma barreira entre eles e o que apetecem(1), como se fez, antes, a seus semelhantes(2). Por certo, estavam em dúvida tormentosa.
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(1) O que eles apetecem, agora, é a Fé. (2) Alusão aos idólatras, das gerações anteriores, cujas aptidões, acerca da Fé, se assemelham às dos idólatras de Makkah.
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