سورة الإسراء

الترجمة البرتغالية

Tradução da Sura A Viagem Noturna em البرتغالية de الترجمة البرتغالية

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مجمع الملك فهد

Surat Al-Isrá(1). Glorificado seja Quem fez Seu servo Muhammad viajar à noite - da Mesquita Sagrada para a Mesquita Al-'Aqsã(2) cujos arredores abençoamos(3) - para mostrar-lhe, em seguida, alguns de Nossos Sinais(4). Por certo, Ele é O Oniouvinte, O Onividente.
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(1) AI-'Isra': do infinito asrã, que significa andar a noite. Assim, é denominada a sura pela menção, no primeiro versículo, da Viagem Noturna que, de acordo com a tradição, Mutíammad, acompanhado do anjo Gabriel, fez, no segundo ano da Hégira, desde a Mesquita Sagrada, em Makkah, até a Mesquita de Al Aqsã, em Jerusalém. O sentido dessa viagem, no dizer de alguns exegetas, "é a afirmação da unidade profética, a proclamação da identidade das mensagens divinas, transmitidas por todos os profetas, nomeadamente, por Abraão, Moisés, Jesus e Muhammad".A esta viagem terrestre sucedeu, na mesma noite, a outra, mais importante: ai miraj ou ascensão aos céus, onde Muhammad não só encontrou, em cada um dos céus, alguns dos profetas anteriores a ele (Noé, Abraão, José, Moisés, Jesus), mas testemunhou todas as maravilhas invisíveis do Universo. Já no sétimo céu, Muhammad foi levado à Sidrat ai Muntahã (cuja menção aicorânica se encontra na sura LIII 14), à árvore existente à direita do Trono, além da qual, está o Invisível. Passar por ela é interdito a todos os anjos celestiais. Em seguida à série de deslumbramentos e conhecimentos, Muhammad, finalmente, contemplou a Deus com os olhos do espírito. Despertando, contou sua viagem e ascensão a alguns parentes, que, incrédulos, tentaram persuadi-lo de nada relatar a ninguém, pois seus prosélitos poderiam não crer no ocorrido, por inverossímil, além de que seus inimigos se prevaleceriam disso para detraí-lo mais ainda e tornar mais acirradas as perseguições contra ele. Esta sura implica, também, vários itens, cuja maioria se relaciona com a fé; outros, tratam da conduta tanto individual quanto coletiva do homem. Além disso, traz notícias sobre os filhos de Israel (aliás, uma outra denominação desta sura é Banu Israil ou Filhos de Israel), e, ainda, concernentes á Mesquita de Jerusalém, para a qual Muhammad foi transportado, durante a viagem noturna, antes de ascender aos céus; e, outrossim, notícias sobre Adão e Iblis. O elemento preponderante, nesta sura, é a personalidade do Profeta Muhammad e a atitude dos idólatras de Makkah em relação a ele e ao Alcorão; assim também, a natureza da Mensagem, que se distingue das demais, por não apresentar milagres concretos, tais quais os verificados com Abraão, Moisés e Jesus. Ela, apenas, se atém a um plano puramente espiritual e divino. (2) Aqsã: extrema, distante. Trate-seda Mesquita de Jerusalém, que se achava distante de Makkah. (3) Estes arredores sào abençoados, por serem o local eleito pelos profetas, para a adoração de Deus, desde o tempo de Moisés. É o local da revelação divina. (4) Referência aos magníficos sinais do universo celestial, contemplados pelo Profeta, quando, após a viagem terrestre, ascendeu, com Gabriel, às sete regiões empíreas.
"Ó descendência(1) dos que levamos com Noé! Por certo, ele era servo agradecido"
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(1) Alusão aos que embarcaram na nau de Noé.
E decretáramos, no Livro, aos filhos de Israel: "Em verdade, semeareis a corrupção na terra, por duas vezes e, em verdade, sublimar-vos-eis, em grande arrogância."
"Então, quando chegar o tempo da primeira das duas promessas, enviaremos contra vós servos Nossos, dotados de veemente fúria. Eles, invadirão os lares." E a promessa foi cumprida.(1)
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(1) Segundo alguns exegetas, isso ocorreu, quando os filhos de Israel mataram o profeta Zacarias. Deus, então, enviou Golias e seu exército, para trucidarem os homens, escravizarem as mulheres e destruirem o Templo.
E dissemos: "Se bem-fizerdes, bem-fareis, a vós mesmos, e se malfizerdes, será em prejuízo de vós mesmos. Então, quando chegar o tempo da última enviá-los-emos(2) contra vós, para afligirem vossas faces e para entrarem na mesquita, como nela entraram, da vez primeira, e para esmagarem, completamente, tudo de que se forem apoderando."(1)
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(1) Refere-se à segunda promessa do castigo, que lhes chegou, quando os filhos de Israel mataram o profeta João Batista. Deus, entáo, enviou, contra eles, Nabucodonosor que os aniquilou e escravizou seus filhos e mulheres, e destruiu, novamente, o Templo de Jerusalém. (2) Los: nossos servos.
E o ser humano suplica o mal como suplica o bem. E o ser humano é pressuroso.(1)
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(1) Ou seja, o homem deseja que a justiça divina se cumpra, imediatamente, de acordo com seu próprio critério, tanto para o mal como para o bem.
E fizemos da noite e do dia dois sinais. Então, apagamos o sinal da noite e fizemos claro o sinal do dia, para buscardes favor de vosso Senhor e para saberdes o número dos anos e o cômputo do tempo. E aclaramos, cada cousa, detalhadamente.(1)
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(1) Ou seja, faz-se escura a noite, para o repouso do homem, e claro o dia, para o labor. Por meio destes sinais, o homem pode estabelecer o tempo; os dias, os meses, os anos.
E, em cada ser humano, impusemos seu agouro no pescoço(1). E, no Dia da Ressurreição, faremos sair para ele, um Livro, que ele deparará, desenrolado.
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(1) Os atos de todos os homens estão intimamente ligados a eles, como se fossem um colar preso ao pescoço.
E, quando desejamos aniquilar uma cidade, ordenamos, primeiro, obediência a seus opulentos habitantes. Mas, ao contrário, eles cometem nela perversidade. Então, o Dito cumpre-se contra ela. E profligamo-la, inteiramente.
Não faças, junto de Allah, outro deus, pois, tornar-te-ias infamado, desamparado.(1)
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(1) A ordem imperativa, deste versículo e de outros, adiante, é dirigida aos homens, em geral.
E baixa a ambos a asa da humildade(1), por misericórdia. E dize:
"Senhor meu! Tem misericórdia deles, como quando eles cuidaram de mim, enquanto pequenino"
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(1) Baixar as asas da humildade a ambos; protegê-los, com humildade e ternura.
E concede ao parente seu direito e ao necessitado(1) e ao filho do caminho(2). E não dissipes teus bens exageradamente.
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(1) Trata-se da obrigatoriedade de ajuda ao parente próximo (pai, filho), a quem se lhe ofertará toda sorte de sustento; enquanto, ao parente afastado, ofertar-se-á afeição, boa convivência e auxílio eventual. (2) Cf ll 177nl.
E, se Ihes(1) dás de ombros, em busca da misericórdia de teu Senhor, pela qual esperas, dize-lhes dito bondoso.
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(1) Lhes: ao parente, ao necessitado, etc. Se, por condições financeiras desfavoráveis, não se puder auxiliá-los, deve-se, ao menos, tratá-lo com ternura.
E não deixes tua mão atada ao pescoço , e não a estendas, com exagero, pois, tornar-te-ias censurado, afligido.
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(1) Metáfora alusiva ao avaro, que tolhe os movimentos da mão, para, assim, não oferecer o que quer que seja a ninguém
E não mateis o ser humano, que Allah proibiu(1) matar, exceto se com justa razão. E quem é morto injustamente, Nós, com efeito, estabelecemos a seu herdeiro poder sobre o culpado. Então, que ele não se exceda no morticínio(2). Por certo, pela lei, ele já é socorrido.
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(1) Cf. VI 151 n2. (2) O vídice não deve vingar-se além do necessário, como era costume entre as tribos árabes, pré-islamicas, que, comumente, cometiam execessos na vingança, tais como os que matavam toda uma tribo para vingarem a morte de uma só pessoa.
E não persigas o de que não tens ciência. Por certo, do ouvido e da vista e do coração, de tudo isso se questionará.(1)
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(1) Ou seja, não se deve mentir acerca do que se viu, ouviu ou sentiu, dado que, no Dia do Juízo, da mínima cousa haver-se-á de prestar contas. Não se deve omitir nem acrescentar nada à Verdade.
Acaso, vosso Senhor escolheu filhos, para vós(1), e tomou dentre os anjos, filhas, para Ele? Por certo, dizeis dito monstruoso!
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(1) Para vós: para os idólatras, que pretendiam ser os anjos filhas de Deus.
E, com efeito, patenteamos, neste Alcorão, os exemplos, para que eles(1) meditem; e isso não lhes acrescenta senão repulsa à verdade.
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(1) Eles: os descrentes.
Dize: "Se houvesse, junto d'Ele, deuses, como eles dizem, esses, nesse caso, haveriam buscado um caminho até O Possuidor do Trono."(1)
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(1) Ou seja, os outros deuses haveriam procurado acesso a Deus, para usurpar-Lhe o trono.
E, quando tu, Muhammad, lês o Alcorão, pomos entre ti e os que não crêem na Derradeira Vida, um cortinado invisível.(1)
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(1) Os idólatras de Makkah, ao ouvirem a pregação dó Profeta Muhammad, repetiam, sempre, as seguintes palavras: "Nossos corações estão envoltos em pálios, longe daquilo a que nos convocas, e, há surdez, em nossos ouvidos, e há um véu, entre nós e ti. Vide XLl 5. E, por se mostrarem renitentes à pregação islâmica, neste versículo e no seguinte, Deus efetivalhes, conforme sua renitência, os obstáculos à compreensão do Alcorão.
Nós somos bem Sabedores(1) da intenção com que eles ouvem, quando te ouvem e quando estão em confidências, quando os injustos dizem, entre eles: "Não seguis senão um homem enfeitiçado!"
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(1) Deus sabe que os descrentes sempre escarneceram a pregação islâmica.
Olha, como engendram semelhantes a ti, e se descaminham!(1) Então, não poderão encontrar caminho algum.
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(1) Referência às alegações dirigidas, pelos descrentes, ao Profeta, tais como: louco, poeta, enfeitiçado.
"Um dia, quando Ele vos convocar, então, vós O atendereis, louvando-O, e pensareis que não permanecestes, nos sepulcros, senão por pouco tempo!"
E dize a Meus servos que digam aos idólatras a palavra(1) que for melhor. Por certo, Satã instiga a cizânia, entre eles. Por certo, Satã é para o ser humano inimigo declarado.
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(1) A palavra: aquelas palavras, mencionadas no início do versículo seguinte; "Vosso Senhor é bem Sabedor de vós", em lugar de dizer: "Ireis para o Inferno", ou outra frase que possa incitar os idólatras a fazerem o mal.
Esses(1) que eles invocam, buscam meios de aproximar-se de seu Senhor, cada qual ansiando estar mais próximo d'Ele, e esperam por Sua misericórdia e temem Seu castigo. Por certo, o castigo de teu Senhor é temível.
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(1) Esses: os anjos e Jesus.
E não há cidade que não aniquilemos(1), antes do Dia da Ressurreição, ou que não castiguemos com veemente castigo. Isso está escrito no Livro.
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(1) Alude-se, aqui, ao aniquilamento, por morte natural, dos habitantes crentes; e, por castigo e outras desaparições, dos habitantes descrentes.
E o que nos impede de enviar os sinais não é senão que os antepassados os desmentiram(1). E concedêramos ao povo de Thãmüd(2) o camelo fêmea por sinal claro, e foram injustos com ele. E não enviamos sinais senão para amedrontar.
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(1) Era praxe, em épocas anteriores a Muhammad, que os povos, descrentes dos sinais divinos, fossem aniquilados. Entretanto, Deus determinou que os descrentes, a partir de Muhammad, não fossem castigados, senào no dia do Juízo. (2) Cf. VII 73 n3.
E quando te dissemos: "Por certo, teu Senhor abarca os humanos." E não fizemos da visão que te fizemos ver(1), senão provação para os homens(2) e, o mesmo da árvore(3) maldita no Alcorão. E Nós os amedrontamos; então, isso não lhes acrescenta senão grande transgressão.
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(1) Alusão ao que o Profeta viu, durante sua viagem noturna. (2) Os homens: os habitantes de Makkah, entre os quais, uns creram na visão; outros, estranhando o fenômeno, abandonaram o Islão. (3) Alusão à árvore Az Zaqqum, mencionada na sura XXXVII 62. Os Quraich, céticos, nào podiam conceber que, no Inferno, pudesse existir esta árvore, dado que o fogo, que tudo consome, já deveria havê-la consumido também.
E quando dissemos aos anjos: "Prosternai-vos diante de Adão"; então, prosternaram-se, exceto Iblis, que disse: "Prosternar-me-ei diante de quem Tu criaste de barro?"
Disse ainda: "Viste? É este quem preferiste a mim? Em verdade, se me concedes prazo, até o Dia da Ressurreição, tomarei as rédeas de sua descendência(1), exceto de poucos deles"
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(1) Sua descendência: a descendência de Adão.
Ou estais seguros de que Ele não vos fará tornar a ele, outra vez, e não enviará contra vós um vento devastador, então, afogar-vos-á(1) por vossa renegação da Fé, em seguida, não encontrareis para vós defensor, contra Nós?
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(1) Ou seja, o mar.
E, com efeito, honramos os filhos de Adão(1) e levamo-los por terra e mar e demo-lhes por sustento das cousas benignas, e preferimo-los, nitidamente, a muitos dos que criamos.
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(1) Ou seja, entre os seres animados e inanimados, que povoam o Universo, a preferência divina recai sobre o ser humano.
Um dia, convocaremos cada grupo dos homens, com seu imam(1). Então, a quem for concedido seu livro em sua destra, esses lerão seu livro e não sofrerão injustiça, nem a mínima que seja.
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(1) Esta palavra significa: o líder. No texto alcorânico, indica o líder religioso que é o Profeta.
E quem, nesta vida é cego(1), na Derradeira Vida será cego e mais descaminhado do rumo.
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(1) Trata-se, logicamente, do cego espiritual, que não atende aos ensinamentos divinos.
E, por certo, quase eles te desviaram, Muhammad, do que te revelamos, para que forjasses, acerca de Nós, outra revelação que esta. E, nesse caso, haver-te-iam tomado por amigo.
Nesse caso, haver-te-iamos feito experimentar o dobro do castigo da vida e o dobro do da morte. Em seguida, não encontrarias, para ti, socorredor contra Nós.
E, por certo, quase te importunaram, na terra(1) para dela te fazerem sair. E, nesse caso, nela não haveriam permanecido, depois de ti, senão por pouco tempo.(2)
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(1) Ou seja, na cidade de Al Madinah. (2) Triunfaria a palavra de Deus sobre os descrentes, desgraçando-os, se eles houvessem, efetivamente, expulsado o Profeta de Al Medinah.
Assim, foi o Nosso procedimento com quem, com efeito, enviamos antes de ti, dentre Nossos Mensageiros. E não encontrarás, em Nosso procedimento, alteração alguma.
E à noite, então, reza com ele(1) à guisa de oração suplementar(2) para ti. Quiçá, teu Senhor te ascenda a uma louvável preeminência.
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(1) Ele: o Alcorão. (2) Esta oração suplementar é privilégio exclusivo do Profeta Muhammad.
"Ou que haja para ti uma casa repleta de ornamento(1) ou que ascendas ao céu. E não creremos em tua ascensão, até que faças descer sobre nós um Livro, que leremos." Dize: "Glorificado seja meu Senhor! Quem sou eu senão um mortal Mensageiro?"
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(1) Ornamento: traduz a palavras zuhkruf, que significa também, ouro.
E, com efeito, concedemos a Moisés nove evidentes sinais(1). Então, pergunta aos filhos de Israel, quando ele lhes chegou e Faraó lhe disse: "Por certo, penso, ó Moisés, que és enfeitiçado"
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(1) Os nove sinais são: 1) a vara, 2) a mão alva, 3)o dilúvio, 4) os gafanhotos e os piolhos e as rãs e o sangue, 5) a seca e a escassez de frutos, 6) a passagem pelo mar, 7) a água emanada da rocha, 8) a elevação do Monte Sinai, 9) o colóquio com Deus.
E ele(1) desejou expulsá-los da terra(2) então, afogamo-lo e a quem estava com ele, a todos.
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(1) Ele: Faraó. (2) Da terra: do Egito.
E, com a verdade, fizemo-lo(1) descer e, com a verdade, ele desceu. E não te enviamos, Muhammad, senão por alvissareiro e admoestador.
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(1) Lo: o Alcorão.
E fizemos descer Alcorão, fragmentamo-lo , a fim de o leres aos homens, paulatinamente. E fizemo-lo descer, com gradual Descida.(1)
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(1) A revelação do Alcorão ao Profeta durou 23 anos, parrabranger e explicar todos os eventos surgidos na sociedade islâmica.
E caem de mento por terra, chorando, e ele(1) lhes acrescenta humildade.
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(1) Ele: o Alcorão.
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