سورة الكهف

الترجمة البرتغالية

Tradução da Sura A Caverna em البرتغالية de الترجمة البرتغالية

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مجمع الملك فهد

Surat Al-Kahf(1). Louvor a Allah, Que fez descer sobre Seu servo o Livro, e nele não pôs tortuosidade(2) alguma!
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(1) Al Kahf; a caverna. Assim se denomina esta sura, pois os versículos 9, 10, II, 16, 17 e 25 fazem menção desta palavra. Aparte principal da sura é a narração de histórias, tais como a dos Companheiros da Caverna; a dos Proprietários dos Dois Jardins; a sucinta alusão à história de Adão e IblTs; a de Moisés e o sábio Al Khidr; e, finalmente, a história de Zul Qamain. Assim sendo, esta sura é quase, totalmente, constituída de diversas narrativas, de modo que 71 dos 110 versos se compõem delas. O restante, ou são comentários acerca dessas histórias, ou menção de cenas sobre a vida eterna. Quanto ao tema essencial da sura, ao qual se prendem os vários assuntos, é a reavaliação da crença e da maneira de pensar, assim como dos valores assentados nesta crença. (2) Ou seja, o Alcorão é isento de contradições e erros.
Por certo, fizemos do que há sobre a terra ornamento para ela, a fim de pôr à prova qual deles(1) é melhor em obras.
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(1) Deles: dos homens.
Supões que os Companheiros da Caverna(1) e do Ar-Raqim(2) sejam, entre nossos sinais, algo de admiração?
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(1) Náo se sabe, ao certo, quem eram estes Companheiros da Caravana nem quando ou onde se protegeram de provável perseguição. Tudo o que o Alcorão diz é que eram jovens crentes, foragidos de uma sociedade repressora, a fim de poderem preservar a crença. Do que se deduz que, possivelmente, se tratava de vítimas de perseguições religiosas, e, no estudo destas perseguições religiosas, relatadas pela História, chegamos a algumas que parecem encaixar-se neste quadro. A primeira hipótese se prenderia à perseguição ocorrida ao tempo do rei seiêucida Antíoco IV, Epifano (175 - 164 "C.Xque, ao apoderar-se do reino sírio, e sendo profundo admirador da civilização helénica, impôs aos judeus da Palestina - dominada, na época, pelos sírios - a religião grega e a anulação do judaísmo. Daí concluir-se que os Companheiros da Caverna eram judeus refugiados de Jerusalém, onde habitavam. Seu despertar dataria, então, de 126 d.C., ou seja, 445 anos antes do nascimento do Profeta Muhammad. A Segunda hipótese se ligaria à perseguição ocorrida no reinado do imperador romano Adriano (117 a 138 d.C.), que, da mesma forma que Antíoco, perseguiu os judeus. Em 13 d.C., os judeus, rebelando- se contra o Império Romano, expulsaram da Palestiana as legiões romanas e apoderaram-se de Jerusalém, que dominaram por três anos. Foi, depois disso, que Adriano, com seu exército, invadiu a Palestina e pôs fim à soberania dos judeus, retomando Jerusalém e extinguindo o judaísmo com a morte de seus líderes e a escravidão de seu povo. Novamente, a História comprova que estes Companheiros eram judeus e provavelmente habitavam Jerusalém. Seu despertar, então, haveria ocorrido cerca de 435 d.C., ou 135 antes do nascimento do Profeta. A maioria dos exegetas, entretanto, aponta a primeira hipótese como a mais congruente com o episódio do Alcorão. (2) Este nome foi interpretado de vários modos. Dizem uns que se tratava de uma tábua, onde foram escritos os nomes dos Companheiros da Caverna; ou, como preferem outros, o nome do cão destes; outros, ainda, dizem ser o nome do vale, em que se achava a Caverna, ou o nome da montante ou da aldeia.
Quando os jovens se abrigaram na Caverna, e disseram: "Senhor nosso! Concede-nos misericórdia de Tua parte e, para nós, dispõe retidão, em tudo o que nos concerna."(1)
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(1) Assim o fizeram, para preservarem a Crença e se protegerem contra os que, entre seu povo, queriam levá-los à apostasia.
Então, na Caverna, estendemo-lhes um véu sobre os ouvidos(1) durante vários anos.
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(4) Estender um véu sobre os ouvidos: selar os ouvidos com a surdez proveniente de sono profundo, do qual nem um grande ruido poderia fazê-los despertar.
Em seguida, despertamo-los, para saber qual dos dois partidos(1) enumerava melhor o tempo, em que lá permaneceram.
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(1) Dois partidos: trata-se ou de dois grupos dos Companheiros, que divergiram, acerca da duração de sua permanência, na Caverna; ou de dois grupos de habitantes da cidade, que, ao lado de fora da Caverna, testemunharam o despertar dos Companheiros.
E disseram uns aos outros: "Quando vos houverdes apartado deles e do que adoram, em vez de Allah, então, abrigai-vos na Caverna, vosso Senhor espargirá, sobre vós, algo de Sua misericórdia e, para vós, disporá apoio, em vossa condição"
E tu haverias visto o sol, quando se levanta, declinar de sua caverna, pela direita, e, quando se punha, desviar-se deles(1) pela esquerda, enquanto que eles se achavam em um espaço dela. Isso é um dos sinais de Allah. Aquele, a quem Allah guia, é o guiado. E para aquele, a quem descaminha, não lhe encontrarás protetor, conselheiro.(2)
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(1) Deles; dos Companheiros da Caverna. (2) Embora estes Companheiros estivessem em um lugar espaçoso na entrada da Caverna, o sol jamais os molestou, nem no nascente nem no poente, o que significava que eles estavam na proteção de Deus.
E tu os suporias despertos, enquanto estavam adormecidos. E fazíamo-los se virarem para a direita e para a esquerda(1). E seu cão tinha estendidas as patas dianteiras, no limiar da caverna. Se tu os houvesses avistado, haver-lhes-ias voltado as costas, fugindo, e haverias ficado cheio de pavor deles.
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(1) Para a preservação de seus corpos contra o apodrecimento, causado pelo contato com o sol da Caverna, Deus evitou-lhes a imobilidade, fazendo-os virarem-se, periodicamente.
E, assim, como os adormecemos, despertamo-los, para que se interrogassem, entre eles. Um deles disse: "Quanto tempo permanecestes, aqui?" Disseram: "Permanecemos um dia ou parte de um dia." Outros disseram: "Vosso Senhor é bem Sabedor de quanto permanecestes. Então, enviai um de vós à cidade, com esta vossa moeda de prata. E que olhe qual o mais puro alimento, e que deste vos faça vir sustento, e que ele sutilize e que não deixe ninguém perceber-vos."
"Por certo, se eles(1) obtêm poder sobre vós, apedrejar-vos-ão ou far-vos-ão tornar à sua Crença(2). E nunca seríeis, nesse caso, bem-aventurados!"
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(1) Eles: os habitantes da cidade. (2) Retornar a sua crença: adotar a religião pagã deles.
E, assim, como os fizemos despertar, fizemo-los descobertos(1) - para saberem que a promessa(2) de Allah é verdadeira e que a Hora é indubitável - quando disputavam, entre eles(3) sua questão; então, disseram: "Edificai, sobre eles, uma edificação. Seu Senhor é bem Sabedor deles." Mas aqueles, cuja opinião prevaleceu, disseram: "Que erijamos, sobre eles, uma mesquita."
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(1) Ou seja, tomarem-se conhecidos dos habitantes cidade. (2) Isto é, para que os habitantes soubessem da veracidade da promessa de Deus, acerca da Ressureiçào. (3) Eles: os habitantes da cidade.
Alguns(1) dirão: "Eram três, sendo seu cão o quarto deles." E outros dirão: "Eram cinco, sendo seu cão o sexto deles", conjeturando o invisível. E outros, ainda, dirão: "Eram sete e seu cão o oitavo deles." Dize: "Meu Senhor é bem Sabedor de seu número. Não os(2) conhece senão poucos." Então, não alterques sobre eles senão em altercação ligeira, e não consultes, a seu respeito, a nenhum deles(3).
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(1) Referência aos que, na época do Profeta, divergiam do número exato dos Companheiros da Caverna. (2) Os: os Companheiros da Caverna e seu número exato. (3) Deles; os contemporâneos do Profeta, que divergiam a respeito dos Companheiros da Caverna.
E eles permaneceram, em sua Caverna, trezentos anos, e acrescentaram-se nove.(1)
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(1) O versículo alude ao lado astronômico de que 300 anos solares correspondem a 309 anos lunares. Assim, tanto os árabes quanto os não árabes poderiam ter noção exata do tempo em que lá permaneceram os Companheiros da Caverna, já que os primeiros medem seu tempo segundo o calendário lunar e os outros, segundo o solar.
Dize: "Allah é bem Sabedor de quanto lá permaneceram. D'Ele é o Invisível, dos céus e da terra. Quão bem Ele vê e quão bem Ele ouve! Eles(1) não têm, além d'Ele, protetor algum. E Ele não associa ninguém a Seu julgamento"
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(1) Eles: os habitantes dos céus e da terra, que não têm outro protetor que não Deus.
E tinha ele(1) outros frutos(2); então, disse a seu companheiro, enquanto dialogava com ele: "Sou mais que tu, em riqueza, e mais poderoso, em número de pessoas"
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(1) Ele: o dono dos dois jardins. (2) Outros frutos: outras fontes de riqueza.
E foram devastados seus frutos; então, ele(1) amanheceu meneando as mãos, atormentado pelo que havia despendido nele(2) enquanto o jardim era deitado abaixo, sobre seus tetos, e disse: "Quem dera não houvesse eu associado ninguém a meu Senhor!"
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(1) Ele: o companheiro incréu. (2) Nele: no jardim.
E, para eles, propõe o exemplo da vida terrena :é como água que fazemos descer do céu, e com ela se mescla a planta da terra; então, esta se torna palha, que o vento dispersa.(1) E Allah, sobre todas as cousas, é Onipotente.
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(1) O versículo coteja a vida à bela plana que germina e se dispersa, com o vento.
E um dia, faremos caminhar as montanhas, e tu verás a terra aplanada; e reuní-los-emos(1) e não deixaremos nenhum deles sequer.
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(1) Los: todos os homens.
E será posto o Livro(1) à vista; então, tu verás os criminosos atemorizados do que nele há; e dirão: "Ai de nós! Por que razão este Livro não deixa, nem cousa pequena, nem cousa grande, sem enumerá-la?" E nele, encontrarão presente o que fizeram. E teu Senhor não faz injustiça com ninguém.
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(1) Livro: o registro individual dos atos humanos, durante a vida terrena, o qual. segundo o Alcorão, cada ser humano receberá, no Dia do Juízo.
Não os(1) fiz testemunhas da criação dos céus e da terra nem da criação deles mesmos. E não é admissível que Eu tome os desencaminhadores por amparo.
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(1) Os: Iblis e seus descendentes ou os idólatras.
E um dia, Ele dirá: "Chamai Meus parceiros que pretendestes serem deuses." Então, eles os convocarão, e não lhes atenderão; e faremos, entre eles, um vale de destruição.
E o que impediu os homens de crerem, quando lhes chegou a orientação, e de implorarem o perdão de seu Senhor não foi senão a exigência de lhes chegarem os procedimentos de punição dos antepassados, ou de chegar-lhes o castigo, pela frente.
E a essas cidades aniquilamo-las(1), quando foram injustas, e fizemos, para seu aniquilamento, um tempo prometido.
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(1) Alusão às cidades de Thatnud e de Lot, que foram destruídas, por desmentirem seus profetas.
E lembra-lhes de quando Moisés disse a seu jovem servo(1): "Não deixarei de andar, até atingir a junção dos dois mares(2) ou passarei décadas andando!"
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(1) Trata-se de Yucha Ibn Nun. (2) Prevalece o parecer de que estes dois mares seriam o Mediterâneo e o Vermelho, e o local de encontro ficaria na região dos Lagos Amargos e Timsah. Outra opinião aponta o local no encontro do Golfo de Aqabah com o de Suez, no Mar Vermelho.
E, quando atingiram ambos a junção dos dois mares, esqueceram seu peixe e este tomou seu caminho no mar, penetrando nele.(1)
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(1) Segundo a tradição islâmica, este episódio ocorreu, quando Moisés, certo dia, ao falar aos filhos de Israel, e ser indagado sobre quem era mais sábio, no mundo respondeu ser ele próprio. Deus, então, censurou-o por não havê-Lo mencionado, e fê-lo saber, em seguida, que havia um homem mais sábio ainda e que poderia ser encontrado na confluência dos dois mares, e, para isso, era necessário que Moisés levasse consigo um peixe, numa cesta, e, onde o perdesse, lá estaria o sábio. E assim foi.
E encontraram um de Nossos servos(1) ao qual concedêramos misericórdia vinda de nós, e ensináramo-lhe ciência, de Nossa parte.(2)
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(1) AI Khidr, conforme atesta a tradição. (2) Segundo alguns exegetas, Deus concedera-lhe o dom da profecia.
Então, ambos foram adiante, até que, quando embarcaram na nau, ele(1) a furou. Moisés disse: "Furaste-a, para afogar seus ocupantes. Com efeito, fizeste algo nefando!"
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(1) Ele; AI Khidr, que retirou, com um machado, uma ou duas tábuas da embarcação.
Então, ambos foram adiante, até que, quando depararam um jovem, então, ele(1) o matou, disse Moisés; "Mataste uma pessoa inocente, sem que ela haja matado outra? Com efeito, fizeste algo terrível!"
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(1) Ele: Al Khidr.
Então, ambos foram adiante, até que, quando chegaram aos moradores de uma cidade, pediram a seus habitantes alimento, e estes recusaram-se a hospedá-los. Então, aí, encontraram ambos um muro prestes a desmoronar-se, e ele(1) o aprumou. Moisés disse: "Se quisesses, receberias prêmio por isso."
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(1) Ele: Al Khidr.
"Então, desejamos que seu Senhor lhes substituísse o filho por outro melhor que ele, em pureza, e mais próximo, em blandícia."
E eles(1) te perguntam, Muhammad, por Zul Qarnain(2). Dize: "Far-vos-ei menção dele."
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(1) Eles: OS judeus. (2) Zul Qarnain: possuidor de dois cornos. Nada nos menciona o Alcorão acerca de Zul Qarnain, nem de sua época nem da região que habitou. Aliás, esta é uma característica do Alcorão, que não se prende ao fato histórico, mas a seu significado, para utilizá-lo na exortação. Alguns exegetas, entretanto, afirmam tratar-se de Alexandre Magno, da Macedônia, (embora este parecer não condiga com os fatos, dado que o rei macedônio era pagão, e a personagem alcorânica é crente) que, por haver conquistado os dois lados, o Leste e o Oeste, era conhecido como o possuidor dos dois lados, que a própria coroa representava, na forma de dois chifres.
Até quando atingiu o lugar do pôr-do-sol, encontrou este pondo-se numa fonte(1) quente e lodosa, e, junto dela, encontrou um povo incrédulo. Dissemos: "Ó Zul Qarnain! Ou os castigas ou os tratas com benevolência."
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(1) Ou seja, desaparecendo do horizonte, como que mergulhado em água de fonte.
Até que, quando atingiu o lugar do nascer do sol, encontrou-o nascendo sobre um povo(1), para quem não fizéramos proteção alguma contra ele(2).
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(1) Alusão a um povo descrente, a quem Deus ofereceu a opção do castigo ou do ingresso na religião de Deus. (2) Ele: o sol. Ou seja, este povo descrente não tinha nada que o protegesse do sol: nem construção nem indumentária.
Até que, quando atingiu um lugar entre as duas barreiras(1), encontrou, para além delas, um povo que quase não entendia língua alguma.
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(1) Parece tratar-se de duas montanhas na fronteira do Turquestão.
Disseram: "Ó Zul Qarnain! Por certo, Ya'juj e Ma'juj(1) estão semeando a corrupção na terra; então, poderíamos pagar-te um tributo para fazeres uma barreira, entre nós e eles?"
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(1) Gog e Magog, na transcrição portuguesa: duas tribos selvagens que habitavam atrás destas montanhas, e de onde saiam, periodicamente, para atacar os habitantes vizinhos.
Então, Ya'jūj e Ma'jūj não puderam escalá-lo e não puderam perfurá-lo.(1)
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(1) Ou seja, Gog e Magog não puderam transpor o obstáculo, entre as montanhas.
Verse 100
E, nesse dia, exporemos, abertamente, a Geena aos renegadores da Fé,
Os que renegam a Fé supõem que tomarão Meus servos por aliados, além de Mim? Por certo, prepararemos a Geena, como hospedagem para os renegadores da Fé.(1)
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(1) Alusão aos anjos, a Jesus e a Uzair, que os idolatras adoravam, em vez de Deus.
E que sua recompensa será a Geena, porque renegaram a Fé e tomaram Meus sinais e Meus mensageiro por objeto de zombaria.
Por certo, os que crêem e fazem boas obras terão os Jardins de Al-Firdaus(1), por hospedagem;
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(1) Al-Firdaus: etimologicamente, é um vale fértil. No versículo, é o lugar mais elevado do Paraíso.
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